Verdes voltam a pressionar Governo sobre “mau funcionamento” da ETAR de Oliveira do Hospital

O Grupo Parlamentar Os Verdes, entregou na Assembleia da República, através do deputado José Luís Ferreira, novamente perguntas em que questiona o Governo, através do Ministério do Ambiente, sobre o alegado mau funcionamento da ETAR de Oliveira do Hospital. Aquela força politica, alega, que o estado de actividade daquela infraestrutura coloca em causa a qualidade ambiental do ecossistema e a própria saúde pública. O PEV relembra que, já questionou o anterior Governo e que, desde há um ano, foram efectuadas duas visitas ao local. A primeira no ano passado e a última este mês. O que encontraram numa e noutra visita foi semelhante e preocupante.

“Tendo constatado no local, onde os efluentes provenientes da ETAR são rejeitados, uma realidade similar à encontrada há um ano, apenas com a diferença actual do caudal, que aparenta ser superior ao de Janeiro de 2015, possivelmente devido à pluviosidade que tem ocorrido”, referem em comunicado, o qual lembra que em Janeiro de 2015 o grupo do seu partido constatou que a água rejeitada pela “ETAR aparentava uma qualidade duvidosa, pelo menos ao olhar do cidadão comum, ou seja, estava escurecida e envolvida com mancha branca espumosa, sendo acompanhada de um cheiro nauseabundo que se fazia sentir nas imediações do ponto de rejeição”.Sublinham ainda que, entre outros aspectos, as “águas eram lançadas, a poucos metros da ETAR, num pequeno rego de água a céu aberto entre campos agrícolas, percorrendo cerca de 100 metros até chegar à ribeira de Cavalos, também este curso de água de baixo caudal”.

O deputado José Luís Ferreira quer ver agora respondidas as seguintes questões: A Águas do Zêzere e Côa, S.A. têm licença para a rejeição de águas residuais, provenientes da ETAR de Oliveira do Hospital? Se sim, o Ministério do Ambiente permitiu que a rejeição de águas se efectue num pequeno canal de escorrência, pelo meio de campos agrícolas? Têm sido efectuadas análises às águas que são rejeitadas pela ETAR de Oliveira do Hospital? Se sim, os indicadores encontram-se dentro dos parâmetros definidos pela legislação? Está prevista a melhoria da qualidade das águas rejeitadas pela ETAR? Está previsto colocar o ponto de rejeição das águas residuais num curso de água com mais caudal, a jusante do local actual? Tendo em consideração que as águas estão a transbordar para os campos agrícolas, junto ao ponto de rejeição, são realizadas análises aos solos limítrofes? Estes encontram-se contaminados? A ETAR está preparada para receber efluentes de cariz industrial? Quantas indústrias fazem pré-tratamento? Qual a entidade que acompanha o pré-tratamento nas unidades industriais? Qual é o caudal de águas residuais de origem industrial? Qual é a sua percentagem face ao total dos efluentes recebidos pela ETAR?

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