Vereador do PSD quer que nascimentos passem a valer 60 Euros mensais até aos 3 anos

 

Porque disse gostar de “fazer política pela positiva”, o único vereador do PSD na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital foi à última reunião público da executivo defender a aplicação de um programa de incentivo à natalidade no concelho de Oliveira do Hospital.

Revelando-se preocupado com o decréscimo da população, e em particular do número de alunos que frequenta as escolas – “estamos sujeitos a fechar escolas por falta de alunos”, referiu – Mário Alves propôs a transferência mensal de 60 Euros desde a data de nascimento da criança até aos três anos de idade.

“Desta forma contribuímos de modo positivo para atenuar constrangimentos pecuniários sentidos pelas famílias decorrentes do nascimento de uma criança”, disse Mário Alves que logo se prontificou a fazer contas e a concluir que para um total de 100 crianças, o esforço financeiro do município corresponderá a 72 mil Euros.

Entre as condições da proposta avançada por Mário Alves conta a obrigatoriedade de os agregados residirem no concelho há pelo menos dois anos e de logo ser determinada a suspensão do apoio em caso de alteração de residência.

De acordo com o vereador do PSD, o valor de 60 Euros é contudo passível de ser reduzido em caso de agregados com rendimentos elevados.

Sem estar sujeito a efeitos retroativos, o incentivo obrigará sempre à apresentação de candidaturas e avaliação rigorosa dos processos.

Alves explicou ainda que a faixa etária escolhida – desde a nascença até aos 3 anos – corresponde ao período em que as famílias se vêem forçadas a um maior esforço financeiro decorrente do recurso ao serviço de creche. “A Câmara depois já presta apoio ao nível dos jardins de infância”, explicou.

Sem desvalorizar a proposta avançada pelo social-democrata, José Francisco Rolo não deixou de revelar estranheza pelo facto de, em anteriores mandatos, propostas semelhantes por si apresentadas terem sido rejeitadas pelo então presidente da Câmara, Mário Alves. “As minhas propostas não foram levadas por diante porque se achava que não

“As coisas mudaram e as pessoas têm hoje outras necessidades”, observou porém o presidente José Carlos Alexandrino que, apesar de notar que “a Câmara Municipal nunca teve tão pouco” , também vê “alguma coisa de positivo” na proposta. “Sempre que houver propostas no sentido positivo eu nunca as deitarei fora”, garantiu, certo de que “é esta coerência que incomoda muita gente”.

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