Vereador independente reage a entrevista do líder do PS e clarifica posição no caso do mercado e central de camionagem

 

Num comunicado onde dá resposta a declarações proferidas por José Francisco Rolo, o eleito independente acusa aquele líder partidário de fazer uso da “demagogia” para “esconder fragilidades do executivo”.

No rescaldo da aprovação da obra de requalificação do mercado municipal e construção da central de camionagem, as afirmações que dias depois foram proferidas, em entrevista, ao correiodabeiraserra.com pelo presidente do Partido Socialista de Oliveira do Hospital, a propósito da posição de voto assumida por José Carlos Mendes – foi o único vereador a votar contra – não caíram bem junto do eleito pelo movimento independente “Oliveira do Hospital Sempre”.

Em uso do direito de resposta que lhe assiste, José Carlos Mendes acaba de emitir um comunicado através do qual clarifica a sua posição de voto sobre aquela matéria, explicando que o seu voto contra se deveu ao facto de a obra em questão, com investimento previsto de cerca de um milhão de Euros, não ter qualquer garantia de financiamento comunitário.

“Votei contra a abertura do concurso para a adjudicação e construção destas obras porque, ao contrário deste executivo, ponho os interesses do concelho acima dos interesses eleitorais”, afirma José Carlos Mendes, num comunicado onde também informa que em caso de não financiamento a Câmara terá de pagar a obra na totalidade e não apenas 150 mil Euros, como aconteceria em situação de financiamento.

“Eu votei contra a abertura do concurso para a adjudicação e construção destas obras porque considero que não se podem desperdiçar 850 mil euros das receitas próprias da Câmara Municipal, se o financiamento não se concretizar”, realça o vereador, lamentando que o executivo não tenha acatado – “por questões eleitoralistas”, frisou – a sugestão que o próprio propôs de inclusão de uma cláusula no caderno de encargos afeto àquela obra, que salvaguardasse que a mesma só avançasse em caso de financiamento.

Mendes não deixa também de lançar um olhar crítico sobre a totalidade da entrevista de José Francisco Rolo, acusando o líder partidário de fazer uso de “demagogia” para “esconder as fragilidades” de um executivo que “não cumpre promessas eleitorais” e que “se entretém a contratar possíveis salvadores da pátria”.

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