Vereadores do PSD não se sentam à mesma mesa

Na mesa da Assembleia Municipal (AM) de Oliveira do Hospital, que reuniiu em sessão ordinária no sábado, sentaram-se apenas os vereadores do movimento de eleitores independentes “Oliveira do Hospital, Sempre”, José Carlos Mendes e Telma Martinho.

Apesar de ter sido convidado pelo presidente da AM, António Lopes, a ocupar um dos lugares reservados à vereação, Paulo Rocha, que abandonou os trabalhos muito tempo antes da discussão e votação do Plano de Actividades e Orçamento da Câmara Municipal para 2010, sentou-se numa das cadeiras que estão destinadas a deputados municipais e presidentes de Junta, enquanto que o ex-presidente da Câmara, que entrou no salão nobre depois das 11h00 – a sessão da AM estava marcada para as 9h00 –, optou por se ir sentar na zona reservada ao público.

Esta “quebra de protocolo” vem contrariar a postura assumida pelos vereadores do PS que, durante os mandatos de Mário Alves, se sentavam conjuntamente com o executivo do PSD.

Presidente da Assembleia elogia postura da oposição 

Já no final dos trabalhos, António Lopes congratulou-se com o facto de a votação do Plano e Orçamento da Câmara Municipal para 2010 só ter tido duas abstenções – provenientes dos dois autarcas da CDU, João Dinis e Aníbal Correia – e destacou a importância de nestas reuniões magnas se “gerarem consensos”.

 “Espero que este espírito se mantenha”, afirmou o presidente da AM. Momentos antes, Lopes ainda deu provimento a uma intervenção de um deputado do PSD, António Morgaado, que pediu a palavra para apelar a uma maior “capacidade de síntese” do presidente da Câmara nas suas alocuções.

O presidente da AM prometeu intervir nesse sentido em futuras sessões, já que também observou que é preciso haver “mais eficácia na gestão do tempo”.

Ao seu antigo camarada de partido – o presidente da Junta de Freguesia de Vila Franca da Beira, João Dinis –, Lopes deu uma espécie de “puxão de orelhas” ao aconselhá-lo a direccionar mais as suas intervenções políticas para questões locais do que nacionais. Pois, segundo frisou o antigo militante do PCP, aquele membro da AM intervém muitas vezes em questões “que devem ser discutidas” num outro palco político: a Assembleia da República.

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