Vice-presidente do PSD avançou com pedido de demissão

 

Os elementos que ocupam os dois lugares cimeiros no PSD de Oliveira do Hospital estão de candeias às avessas e, são unânimes em considerar que apenas um pode continuar na estrutura para a qual foram eleitos, pelos militantes, há pouco mais de um ano.

Por definir está, contudo, qual vai ser a baixa oficial no PSD oliveirense que, nos últimos dias, contribuiu para um novo correr de tinta nos órgãos de comunicação social.

Em causa está o descontentamento do vice-presidente, Nuno Pereira, que se recusa a compactuar com a “falta de liderança” e “incapacidade de diálogo” de Sandra Fidalgo.

A agravar o mau ambiente entre as duas figuras cimeiras do PSD oliveirense está a matéria recorrente de retirada da confiança política a Mário Alves e Paulo Rocha, vereadores da oposição na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital.

O caso que também já mereceu a crítica do presidente da Comissão Política Distrital do PSD que o classificou de “telenovela”, ganhou agora novos contornos na última reunião da estrutura, onde Nuno Pereira entregou uma carta, ao presidente da mesa da Assembleia, Abílio Vales, através da qual apresentou a respetiva demissão, em caso de a presidente insistir em continuar na liderança do partido.

De acordo com informação recolhida pelo correiodabeiraserra.com junto de fonte interna do partido, Nuno Pereira alegou “falta de motivação para trabalhar com pessoas que tentam inativar o PSD”. “Parece uma associação de boas pessoas que se junta de vez em vez para sair de casa”, argumenta o vice-presidente na carta, onde também denuncia a inexistência de “estratégia para o PSD combater o PS nas próximas autárquicas, sendo uma presa fácil para a oposição”.

Chegando a comparar a ação da CPS com jogos infantis, Nuno Pereira reitera a sua indisponibilidade para apoiar qualquer iniciativa da estrutura laranja, posicionando-se contudo em prol de uma reformulação da atual equipa.

Este diário digital sabe que, na reunião da última segunda-feira, a presidente Sandra Fidalgo revelou-se concordante com a posição defendida pelo seu vice, no sentido de que apenas um pode continuar na estrutura. A presidente remeteu uma tomada de posição sobre o caso para o decorrer desta semana, devendo anunciar a sua demissão ou, ao invés disso, possibilitar a retirada de de Nuno Pereira.

Numa altura em que aguarda pela decisão de Fidalgo, Nuno Pereira já solicitou a Abílio Vales o agendamento de uma nova reunião, para que sejam esclarecidos este e outros assuntos. É que entre as queixas do vice-presidente está também a não participação da CPS, enquanto órgão, nas visitas já realizadas ao concelho por deputados do PSD na Assembleia da República, e membros do governo.

O agendamento de atividades até ao final do ano, admissão de novos militantes e apuramento das contas de secção são assuntos que deverão ser tratados na próxima reunião.

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