Visitaram BLC3 e só depois votaram subsídio mensal de 12.500 Euros

 

… na Câmara Municipal optaram por, primeiro, visitar a estrutura localizada na Zona Industrial de Oliveira do Hospital.

“Ver para crer”. Terá sido esta a ‘máxima’ que levou os vereadores do movimento “Oliveira do Hospital Sempre” na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital a decidirem-se por uma visita à BLC3 – Plataforma para o Desenvolvimento da Região Interior Centro quando convidados pelo presidente da Câmara, na penúltima reunião camarária, a votar um subsídio mensal de 12.500 Euros destinado àquela estrutura.

Uma ‘máxima’ que, pese embora, a visita efetuado por José Carlos Mendes e Telma Martinho acabou por não se consumar, uma vez que “o trabalho que a BLC3 realiza não se vê de um momento para o outro”, mas que não impediu os independentes de, na reunião realizada esta semana, darem conta do seu voto favorável à atribuição do subsídio proposto.

“Entendemos que a BLC3 é importante para o desenvolvimento da região”, justificou José Carlos Mendes que se mostrou agradado com a visita que teve oportunidade de efetuar à BLC3 onde, juntamente com a parceira de vereação, foi informado dos projetos em curso naquela estrutura. “O engenheiro António Campos – o presidente do Conselho de Administração (CA), João Nunes, estava ausente – deu-nos um conjunto de informações que nos permitiu votar favoravelmente”, continuou o vereador, referindo em particular os projetos já candidatados a fundos comunitários e que aguardam decisão final, e outros que “se encontram bem encaminhados”.

“Há um conjunto de projetos que se irão concretizar e isso é importante para Oliveira do Hospital na perspetiva de manutenção do ensino superior no concelho”, registou ainda José Carlos Mendes considerando que o montante aprovado “não é significativo, tendo em conta as mais valias decorrentes do trabalho da BLC3.

Argumentos que continuam a não convencer o vereador do PSD na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital. “ Como é que se faz investigação sem laboratórios? Vão ao Biocant e vejam o que é que lá há”, afirmou Mário Alves que se mantém descrente no projeto da BLC3.

Uma afirmação rebatida pelo presidente da Câmara Municipal que deu conta da existência de laboratórios no seio da estrutura. José Carlos Alexandrino elucidou ainda o seu antecessor na presidência da autarquia a propósito do reduzido investimento municipal naquele projeto, comparativamente com o que aconteceu com o Biocant. “Só no primeiro ano, a Câmara de Cantanhede meteu lá 400 mil Euros e até agora nenhuma pessoa do CA da BLC3 é remunerada”, sublinhou José Carlos Alexandrino que não perdeu a oportunidade para realçar o trabalho feito pela BLC3 no encaminhamento de candidaturas para plantação de pomares.

“Daqui a quatro ou cinco anos farei questão de ir consigo ver como estão as pereiras e as macieiras”, ironizou Mário Alves, verificando que afinal “andamos aqui a brincar às plantas”.

Defensor número um do projeto BLC3, o presidente da Câmara Municipal chegou a partilhar que o seu futuro, depois de deixar as lides políticas, poderá passar pelo projeto na área da micologia em curso na BLC3. “Se calhar vou criar uma unidade nesta área”, confidenciou o autarca, revelando tratar-se de um sonho que já vem da sua juventude.

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