Viva o 25 de Abril! Sempre! Autor: João Dinis, Jano

Ao 25 de Abril de 1974 e à nossa magnífica “Revolução dos Cravos” se colou os “3 D´s” de – Democracia – Descolonização – Desenvolvimento. E por aí tem passado muita e muita da luta travada após o 25 de Abril e pelo 25 de Abril.

É sempre bom recordar o heróico levantamento militar iniciado na noite de 24 para 25 de Abril de 1974, logo seguido e sustentado por um levantamento popular que, ainda mal clareava o dia 25, aderiu à Revolução cheio de alegria e convicção e que assim se manteve nos tempos que se seguiram com a célebre e feliz aliança “Povo-MFA, Movimento das Forças Armadas”. E assim se desbravaram os caminhos de Abril.

Entretanto, 44 anos depois, como está o estado a que o Estado chegou? Na verdade, está incompleto e imperfeito o projecto possibilitado e inspirado pelo 25 de Abril.

Na viagem, passámos por curvas apertadas, andou-se aos solavancos, houve avanços e recuos.

Uma das grandes “sacudidelas” deu-se com a adesão de Portugal à então CEE e deu-se sem grande preparação para se acelerar assim e, pior ainda, sem ser no melhor sentido de percurso… Mas é por aí que a História se tem feito, porém, com más consequências para sectores como a Agricultura e o Mundo Rural. E, no geral, com más consequências para a Soberania e a Independência nacionais. Processos ínvios que contaram, e contam, com a subserviência e a cumplicidade de sucessivos (des)governos e (des)governantes.

E não, o Estado não está no melhor estado possível e necessário para dar satisfação a direitos e interesses da População Portuguesa.

Viva a luta contra a “ditadura” do défice !…

No tal processo, alguns decisores políticos de primeiro plano engendraram os “Pactos de Estabilidade e Crescimento” e sucedâneos com a agora União Europeia; engendraram os “Pactos Orçamentais” e outros que tais; que levam à perda de instrumentos inalienáveis caso se pretenda, de facto, defender a Soberania Nacional e garantir a Independência do País.

Como aliás é sabido, um Povo ou País que aliene a sua Moeda – sempre um símbolo e um instrumento, muito objectivos, de Soberania e Independência – e que aliene e sua Moeda ainda por cima em claro favor de países e de interesses estrangeiros como acontece com este Euro €, esse Povo e esse País hipotecam e comprometem aspectos dominantes da sua Soberania e Independência, logo também da sua Democracia e do seu Desenvolvimento internos.  E, por aí, também avança a tecno burocracia mais paralisante e acéfala.

Hoje, muito se discutem internamente as “décimas” do défice orçamental como se fossem o elemento mais importante para acedermos à nossa felicidade individual e colectiva… E discutem-se as “décimas” muitas vezes sem querer enfrentar as dramáticas consequências dos impactos negativos para o trabalho e a vida da População, que vão de umas “décimas” a outras, digamos assim.

E faz-se isso para, dizem-nos, agradar aos tais “credores” internacionais assim como se estes sejam deuses a decidirem do nosso futuro como se fôssemos meros “devedores-pagadores” de alegadas dívidas por nós próprios contraídas. Ora, a grande maioria de nós tem é pagado dívidas – e com sangue, suor e lágrimas – mas, enfim, das dívidas contraídas através das constantes vigarices da Banca e da (grande) especulação financeira em geral, onde pontificaram e pontificam conhecidos figurões da alta finança e dos partidos do chamado “arco do poder”!…

Ainda por cima, mantém-se uma prontidão do poder governamental para assumir ainda mais gastos e comprometer recursos em matéria de uma mirífica “defesa nacional” – contra quem e porquê e onde ??? – mas que acaba na participação arrebanhada para as guerras de outros, a milhares de quilómetros de distância da nossa Pátria, guerras que, essas sim, põem em causa a segurança nacional.

Por tudo isso, uma das tarefas mais candentes em termos dos interesses nacionais e da felicidade das Portuguesas e dos Portugueses, passa pelo combate, sem tréguas, à “ditadura” do défice financeiro e orçamental!
Sim! Viva a Luta contra a “ditadura” do défice!

As Finanças devem estar ao serviço da População e do País

e não o contrário como tão mal tem acontecido !

 

Viva o 25 de Abril! 25 de Abril sempre!

Abril de 2018

 

Autor: João Dinis, Jano

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