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Comunistas consideram Feira do Queijo DOP Online um negócio da Sonae e dos CTT e não um acto de solidariedade para com os produtores

O Partido Comunista, de Coimbra, considera que a “Feira do Queijo DOP Online” que abrange o queijo Serra da Estrela e o Rabaçal e, eventualmente, o de Castelo Branco – de acordo com o Presidente da CIM da Região de Coimbra, de quem partiu a ideia da criação desta feira online,  é mais um negócio para a SONAE e CTT que propriamente uma forma solidária dos produtores esgotarem os seus produtos. Os comunistas questionam mesmo a razão da apresentação do evento, coma presença da Ministra da Agricultura, a 15 de Abril,  ter sido realizado numa queijaria privada e não numa instituição pública.

Por isso, os comunistas querem saber  se o Governo tem informação de quais as feiras e mercados que estão a funcionar na referida região? Se conhece a razão de a cerimónia de inauguração desta iniciativa não ter sido realizada numa instituição pública ou na associação representativa do sector, que se situa, aliás, no mesmo concelho? E, finalmente, se o Governo considera intervir para que os CTT assegurem um preço em conta pelo envio de encomendas da Agricultura Familiar?

Os comunistas apresentam mesmo um exemplo para justificar que este é “um negócio em que  quem mais ganha é a SONAE e os CTT. “Na plataforma há um queijo com o preço de 18,50 euros por quilo. Na factura, emitida pela plataforma a um comprador desse queijo consta que para o transporte – leia-se para os CTT – vão 3, 99 euros por um quilo. Ou seja, o comprador pagou por esse queijo praticamente 22, 50 euros por kg (incluindo o transporte pelos CTT). Dos 18,50 euros /Kg que o produtor indicou como preço ao comprador, 3 por cento serão para pagar à plataforma – à DOTT – ou seja, para o produtor o valor que vai receber é 17, 96 /Kg, incluindo também o IVA (6 por cento)”, escrevem os comunistas.

“Portanto, no exemplo em apreço, o preço real recebido pelo produtor é acrescido de mais 25, 33% pelos serviços da plataforma (três por cento) e dos CTT (3,99 euros /Kg), o que dá um acréscimo total de 4, 53 euros por quilo. É certo que isto pode significar vender queijo que de outra forma não teria vendido, mas que não seja apresentada como solidariedade, pois trata-se de mero negócio”, acusam, frisando que “estas feiras online têm o seu interesse, porém não podem substituir os mercados e feiras tradicionais”.

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