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Câmara socialista de Tábua chumbou nome de atleta olímpico tabuense para a pista do Estádio Municipal

O Partido Socialista chumbou o nome do atleta olímpico daquele concelho Luís de Jesus, à pista de atletismo do Estádio Municipal, um empreendimento em curso, orçado em cerca de 280 mil euros, avança o jornal “O Tabuense”. O líder da autarquia liderada pelos socialistas justificou o veto a este nome pelo facto do processo ter sido mal conduzido pelos sociais-democratas, os autores da proposta, e o facto do atleta ter alegadamente acusado “doping” numa prova também terá pesado na decisão.

“Os senhores entregaram uma proposta numa reunião de câmara, não foi debatida e surgiu depois nas redes sociais e no jornal “O Tabuense” como sendo um dado adquirido. Isso criou susceptibilidades por parte de algumas pessoas, criou uma grande confusão”, explicou Mário Loureiro. Segundo aquele jornal, as reacções a que o autarca se referia diziam respeito a uma petição, com mais de uma centena de assinaturas, que deu entrada nesse mesmo dia na autarquia e que propunha o nome de Mário Claro para a pista. Este também uma figura de referência do atletismo do concelho, tendo sido o impulsionador da modalidade em Percelada.

Curiosamente, também chegou à autarquia, segundo O Tabuense, uma carta conforto da Associação de atletismo de Coimbra propondo igualmente o nome de Mário Claro para a pista. Este apoio surge depois de uma recente visita técnica às obras para homologaçãoda, envolvendo o presidente da Federação Portuguesa de Atletismo, Jorge Vieira, precisamente adversário de Luís de Jesus nas próximas eleições para aquela instituição, bem como o líder da Associação de Atletismo de Coimbra, David Soares. Estas movimentações mereceram criticas por parte do PSD, que consideram que o abaixo-assinado e carta de conforto têm o dedo do executivo socialista.

“Esteve cá o presidente da Associação de Atletismo de Coimbra ou não? Apareceu uma carta conforto da mesma ou não?”, questionou o vereador social democrata Carlos Santos, para quem a atitude dos socialistas tem a ver com uma questão de inveja. “Sentem-se é molestados por nós termos a ideia primeiro do que os senhores… até deram mais coisas a Luís de Jesus do que ao senhor Mário Claro. O que apresentámos foi uma proposta pública, que tem de ser pública. A ditadura acabou com o 25 de Abril”, concluiu. Mas não levou a uma alteração da decisão.

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