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Francisco Rodrigues: “Não sou de me esconder perante qualquer desafio que me seja colocado”

Francisco Rodrigues, a quem o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, retirou a confiança política, assegurou hoje ao CBS que não tem qualquer compromisso com o PSD, partido no qual é filiado, para avançar com uma candidatura à autarquia em 2021. O técnico superior, que chefiava a equipa de gestão dos fundos comunitários do município, confirma, porém que foi abordado pelos sociais democratas do concelho para uma possível candidatura. Mas garante igualmente que deu de imediato conhecimento a José Carlos Alexandrino.

“Não há nenhum compromisso. Fui abordado nesse sentido, mas não existe nada. E fui tão leal, que José Carlos Alexandrino foi a segunda pessoa, depois da minha esposa, a saber deste convite do PSD”, contou, referindo que o seu grande propósito é o desenvolvimento de Oliveira do Hospital. “As minhas ambições políticas já passaram há muito tempo. Mas também quero frisar que não sou de me esconder perante qualquer desafio que me seja colocado. E não estou de maneira nenhuma a dizer que vou ser candidato”, sublinhou, que estabeleceu como compromisso dizer apenas a verdade aos jornalistas.

O técnico superior do município não compreende ainda como é que o presidente da autarquia lhe retira “a confiança política” quando não desempenha qualquer cargo político. “Retirar confiança política de quê? O meu cargo é técnico, sou chefe de uma equipa multidisciplinar, vocacionada para matérias dos fundos comunitários”, explicou Francisco Rodrigues que estranha também que, por despacho, lhe tenha sido retirada apenas a chefia, mas que tenha sido mantido no seu lugar de carreira de técnico superior. “É sinal que o meu desempenho à na liderança da equipa de gestão dos fundos comunitários não foi assim tão mau”, conta.

“Aqui o único aspecto que existe é uma penalização pecuniária, uma vez que a retribuição ao deixar a chefia passa a ser menor”, afirma Francisco Rodrigues para quem é estranho que seja feita alusão a uma alegada  “deslealdade e boicote” para com o executivo.  “Gostaria de ver fundamentadas as acusações. Tenho 36 anos de dedicação ao serviço público que falam por mim em termos de competência, seriedade e honestidade profissional. Sinto-me triste e amargurado por estas palavras. Provavelmente seriam as últimas palavras que poderiam dizer sobre mim”, disse, lamentando que esta decisão tenha sido tomada quando está ausente (encontra-se de férias) e não na sua presença.

Francisco Rodrigues reconheceu também que o mal-estar já vem de algum tempo atrás. “Existia uma certa desconsideração e desvalorização do meu papel. Participei sempre em reuniões políticas da Câmara Municipal e, ao fim de algum tempo, houve um afastamento e preferência por outras pessoas”, sublinha, frisando que sempre “fez de tudo para o sucesso do executivo”. “Todo o meu trabalho foi no sentido do desenvolvimento e progresso de Oliveira do Hospital e é assim que pretendo continuar. Estou com a consciência tranquila”, concluiu.

 

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