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31 Meses depois, MAAVIM continua a reclamar ajudas prometidas a uma população agora fustigada pela pandemia

O Movimento Associativo Apoio Vítimas Incêndio Midões (MAAVIM) voltou ontem a apelar aos responsáveis políticos que cumpram as ajudas que prometeram “a quem perdeu tudo ou quase tudo” há precisamente 31 meses, nos incêndios de Outubro de 2017. A MAAVIM denuncia a existência de “milhares de Agricultores que nunca receberam ajuda” e salienta que com a pandemia tudo se complicou e há gente a passar por muitas dificuldades e as ajudas continuam esquecidas.

“Mesmo depois de aprovada na Assembleia uma recomendação para abertura das candidaturas de apoio à quem ficou de fora, e nesta fase está a passar dificuldades. Falta comida para os animais, para as plantações, para a manutenção das plantações/animais, para sustentar a família”, acusa, sublinhando que há “centenas de empresas, especialmente na área florestal, que não receberam qualquer apoio e levaram muitas famílias a ficar sem posto de trabalho”.

A MAAVIM aproveita e elenca vários exemplos de pessoas que necessitavam e nunca tiveram apoio e que deixaram crianças sem tecto. “Dezenas de famílias que nunca receberam apoio para a sua habitação, mesmo depois de tantas promessas. Crianças sem casa e que ficaram sem escola”, referem.

Salientando que com a pandemia, tudo ficou mais difícil e ninguém imagina o que passam todas estas famílias neste momento, nesta região, este movimento  assegura que nos dois últimos meses tem desempenhado “um papel dinamizador de ajuda à população”. E refere que distribuiu na região 1200 Máscaras, 25800 Luvas, 500 Gel, 520 Creme, 148 Viseiras, 300 metros Tecido, 500 kg Alimentos. “Tudo devido à dinâmica da Maavim, dos seus membros e das empresas parceiras do seu Presidente”, sublinham.

“Não somos nós… são as pessoas, as famílias, a região que ficou ao abandono. Precisamos que cumpram o que ficou por fazer e não venham com mais desculpas. A época das limpezas das florestas foi alargada mas quase tudo está por fazer. Como vai correr a época de Verão, sem praticamente ajudas nenhumas para a manutenção agrícola e florestal, neste território, que ainda respira, mas sufoca… Continuamos sem ter culpados. Nós não somos culpados, somos vítimas”, conclui a MAAVIM.

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