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José Carlos Alexandrino confirma que retirou “confiança política” a Francisco Rodrigues, responsável por elaborar candidaturas aos fundos comunitários

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital confirmou hoje que retirou a confiança política ao técnico superior da autarquia Francisco Rodrigues, garantindo também que foi pelas mãos daquele elemento que passaram as candidaturas aos fundos europeus. José Carlos Alexandrino, que fez uma declaração à CentroTV, não explicou as razões que o levaram a tomar esta decisão e lamentou que exista quem se esteja a aproveitar do seu trabalho e do labor dos seus colegas do executivo ao dizer que as verbas dos fundos comunitários vieram para o concelho devido às candidaturas elaboradas por Francisco Rodrigues.

“As verbas que vieram foram negociadas por mim. Foi uma estratégia do presidente e deste executivo, onde Francisco Rodrigues não foi tido nem achado, nem tinha de ser. Aquilo não é o trabalho do técnico. Esse elabora as candidaturas depois das verbas estarem discutidas”, sublinhou José Carlos Alexandrino, reconhecendo que era Francisco Rodrigues, e a equipa que ele liderava, quem elaborava as candidaturas.

“Depois de as verbas estarem negociadas, é feita a candidatura pelos técnicos. Eu sou um político. Não sou técnico. O que Francisco Rodrigues fez foi fazer um trabalho técnico nas candidaturas e nos pedidos de pagamento”, disse, adiantando que essas funções lhe estavam atribuídas na qualidade de técnico superior e como coordenador da equipa. “Dizer que conquistámos as verbas por causa das candidaturas é uma mentira de todo o tamanho”, frisou o autarca que fez questão de lembrar que mantém contactos ao mais alto nível e que alegadamente foram importantes para conseguir os financiamento. “Todos sabem das minhas relações com Ana Abrunhosa (ex-presidente da CCDR Centro e actual ministra da Coesão Territorial) e com a directora do POSEUR, Helena Azevedo”, atirou.

O autarca explicou depois a razão de designar o seu acto como “retirar a confiança política” a uma pessoa que desempenhava um cargo técnico. O autarca reconhece que Francisco Rodrigues tem alguma razão quando diz que desempenhava cargo técnico e não político, logo não lhe poderia ter sido retirada a confiança política, mas, José Carlos Alexandrino, entende que a nomeação para liderar a equipa, entretanto extinta, foi de carácter político . “Foi uma nomeação de carácter político. Não houve nenhum  concurso. O cargo sobretudo técnico, mas foi nomeado por confiança política. E foi essa confiança política que lhe foi retirada”, conta, sem apontar as razões que o levaram  a tomar aquela atitude. “Agora não vou dizer mais nada. Mais à frente falamos de mais coisas. Hoje fico-me por aqui”, disse.

Antes, José Carlos Alexandrino tinha explicado que no dia 20 de Janeiro de 2017, por proposta sua, foi criada uma equipa multidisciplinar de apoio à Autoridade Urbana constituída por seis ou sete técnicos. “Mais tarde por nomeação, dentro daquilo que me está atribuído pela lei, nomeei Francisco Rodrigues como coordenador desta equipa”, sublinha. O autarca enfatizou que aquela equipa multidisciplinar foi extinta numa recente reunião de Câmara, assegurando que o executivo “deliberou entregar a Autoridade Urbana à CIM Região de Coimbra”. E, por isso, “a equipa ao ser extinta, caiu o lugar de coordenador”, o de Francisco Rodrigues. “Mas também caiu por falta de confiança política”, reforçou.

 

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