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Proprietário do CBS considera que Nuno Tavares Pereira acabou por “lhe realizar um favor ao registar a marca”

O proprietário do Correio da Beira Serra confessou hoje que também ele se debateu com o problema do registo do título do jornal por parte do empresário Nuno Tavares Pereira quando procurou renovar o processo de continuidade da publicação junto da ERC. António Lopes, que já sabia que a marca estava registada em nome de Nuno Tavares Pereira, porque o próprio o avisou, assegura que este lhe cedeu de imediato a declaração para legalizar o processo. O empresário, que tem sido acusado de “tentar usurpar marcas de órgãos de comunicação social” ao tentar registá-las no Instituto Nacional de Propriedade Industrial, assegura que a sua única intenção é proteger as marcas da região.

“A princípio não achei muita graça, mas a explicação do Nuno faz sentido. Poderia haver alguém mal intencionado que fizesse o registo e, aí, não poderíamos recuperar o título. De resto, o Nuno cedeu-nos de imediato e gratuitamente a declaração para o jornal continuar como continua. No limite, fez-nos um favor, porque era algo que desconhecia e podia perder o título”, explicou António Lopes que não percebeu a insistência da jornalista da Rádio Boa Nova na entrevista a Nuno Tavares Pereira sobre quem é o proprietário do jornal. “Poderia ter-me contactado ou verificado nos registos. Facilmente ficaria esclarecida que não o vendi ou doei ao Nuno Tavares Pereira e que este órgão de comunicação social continua a pertencer aos mesmos proprietários para quem ela trabalhou, mas…”, concluiu.

Nuno Tavares Pereira, por seu lado, insiste que não pretende tirar qualquer dividendo destes registos e que o seu grande objectivo é proteger as marcas da região, confirmando na entrevista àquela rádio que ainda recentemente cedeu gratuitamente a declaração necessária para o Correio da Beira Serra entregar na ERC. “A verdade é que na altura da pandemia dei-me conta que havia muitas marcas que não estavam registadas, não estavam protegidas. Como sei que os órgãos de comunicação social atravessam dificuldades financeiras fiz esses registos que  posteriormente serão cedidos a quem de direito”, conta, enfatizando que não pretende fazer negócio.

“O objectivo é ajudar a preservar as marcas da região, algumas com dezenas de anos, e sem ganhar um cêntimo. Mas nestas coisas há sempre aproveitamento político”, explicou o empresário, assegurando que ainda não contactou as empresas porque não é ainda o detentor das marcas, nem sabe se serão registadas em seu nome. “Obviamente que não vou avisar as pessoas de uma coisa que não tenho. Mas logo que as tenha serão contactadas para a utilizarem. Repito: isto não é um  negócio, estou a ajudar as marcas da região”,referiu, lamentando que tenha sido mal interpretado e “alvo de uma campanha a roçar a difamação”.

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