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Líder da MAAVIM aconselha representantes das populações que ganham mais de dois mil euros a ajudarem os mais carenciados neste Natal

O presidente do Movimento Associativo de Apoio às Vitimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), o empresário Fernando Tavares Pereira, considera que os autarcas e representantes das regiões que ganhem mais de dois mil euros por mês devem abrir mão “de 80 ou 90 euros” para oferecer um Natal melhor aos mais necessitados. O líder do Grupo Tavfer, que entregou, em parceria com a MAAVIM, cerca de três centenas de cabazes de Natal a vítimas dos incêndios e outras famílias carênciadas que estão a sofrer com a a actual pandemia, considera que é altura dos autarcas e outros responsáveis públicos tirarem algo do seu próprio bolso e ajudarem os mais desfavorecidos.

“Os autarcas podiam entregar aos bombeiros ou outras instituições essa quantia, o que permitiria oferecer às pessoas que nada têm um Natal melhor. É que nós estamos a dar o que é nosso, mas os autarcas normalmente distribuem o que é de todos. Acho que não lhes custaria nada, a eles e outros representantes do Estado, retirarem uma pequena quantia do seu próprio bolso para ajudar a corrigir alguns erros que deixaram para trás, ajudando quem não tem nada”, referiu o empresário em declarações à Rádio Regional do Centro.

Fernando Tavares Pereira vai mais longe e defende que as próprias autarquias devem utilizar a autonomia de que dispõem para ajudar as familias vítimas dos incêndios de 2017 e que têm agora a vida agravada com a pandemia. “Deviam deixar os munícipes isentos de pagar IMI e o IRS que pertence aos municípios também deveria ser devolvido à população. A Câmara Municipal de Nelas, depois de uma intervenção minha num órgão de comunicação social local [Centro Notícias], já corrigiu alguma destas situações. Mas é uma excepção”, frisa o homem que foi candidato à liderança do Sporting nas últimas eleições.

“Até as próprias empresas poderiam ser isentas de alguns impostos, para evitar despedimentos e problemas sociais. Se os municipios existem para servir o povo, esta é uma oportunidade. Não é verdade que seja só o Estado Central a ter capacidade para fazer algo. As autarquias também têm alguma autonomia”, continua Fernando Tavares Pereira, adiantando que ainda está quase tudo por fazer no que respeita à agricultura e à floresta para reparar as mazelas dos incêndios de 2017. “Colocámos processos em tribunal e pensamos que as coisas ainda podem vir a ter algum fruto para quem perdeu tudo, porque os tribunais têm de ver a realidade e aquilo que não se fez para se recuperar o que foi perdido”, remata.

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