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Maavim critica ministra Ana Abrunhosa e diz que “pelo quarto ano há pessoas a viver em roulotes”

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM) diz-se “estupfacto” com “um comunicado da Ministra da Coesão Territorial e ex. Presidente da CCDR-C” de ontem, onde “dava conta dos milhões gastos e do trabalho feito para recuperação das famílias e empresas afectadas pela catástrofe de Outubro de 2017”. O movimento, que junta alguns documentos ao  comunicado para provar as suas posições, mostra-se ainda muito surpreendido com as afirmações de Ana Abrunhosa e aponta que este será o quarto ano consecutivo com famílias [vítimas dos incêndios] a viver em roulotes.

“Ficamos realmente surpreendidos com o valor anunciado como gasto e com o número de famílias que ao dia de hoje ainda estão sem habitação, por responsabilidade das autoridades não terem resolvido até ao  quarto Natal após dos incêndios a sua situação”, refere a MAAVIM numa missiva assinada pelo seu porta-voz Nuno Tavares Pereira. “Ficamos admirados com os valores gastos do FSUE, de 50,6 milhões de euros, que podiam ser para alojamento temporário e não termos visto nenhuma verba gasta para essa rubrica até hoje”, continua.

O Movimento Associativo de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões, liderado pelo empresário Fernando Tavares Pereira, diz-se ainda surpreendido com o número de empresas que não tiveram qualquer apoio, apesar das medidas anunciadas, e frisa que aqueles que conseguiram ter aprovação ainda estão à espera de mais de 20 milhões de Euros.

“Ficamos preocupados em a mesma Ministra não saber que milhares de proprietários Agrícolas e Florestais nunca receberam um cêntimo até à data de hoje. Esta é a mesma Ministra que em 2018 disse ‘que casas que arderam vão estar prontas em meados de 2019’”, refere a missiva, adiantando que em Abril de 2019 estavam apenas 805 habitações aprovadas. “Após a nossa insistência, quer através da Comunicação Social, quer através da Assembleia da República, quer através do próprio apoio às vítimas, hoje falamos de 851 habitações ou processos aprovados. Mas isso não nos chega quando vamos para o quarto ano consecutivo e ainda temos famílias a viver em roulotes, e não é por opção…”, sublinham.

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