A GNR deciciu encerrar alguns postos nos distritos da Guarda, como nos concelhos de Gouveia e trancoso, e Castelo Branco. Esta decisão levou os deputados do PCP, através de uma questão enviada a Eduardo Cabrita, a interregoar o Governo sobre a suspensão de vários postos de atendimento reduzido da GNR na região. Os comunistas querem saber se esta situação “é temporária”, se irão encerrar “mais postos” e se para fazer o controlo de fronteiras “não havia outras opções”. A GNR assegura que se trata de uma medida temporária, numa altura em que o país vive uma situação excepcional, que permitiu vantagens operacionais para o controlo das fronteiras.
O PCP lembra que estamos a falar de uma região “com uma grave situação de despovoamento e envelhecimento” e encerrar postos “cria preocupações às populações do ponto de vista da segurança, mas também do ponto de vista do desenvolvimento da região sujeita a muitos encerramentos de serviços de proximidade”.
Recordar que na área do comando territorial de Castelo Branco foram encerrados 10 postos de atendimento reduzido, entre eles os de Unhais da Serra e Paul no concelho da Covilhã, e ainda os de Mata, Cebolais de Cima e Malpica do Tejo no concelho de Castelo Branco; Soalheira no município Fundão; Monsanto, Ladoeiro e Rosmaninhal em Idanha-a-Nova e Cernache do Bonjardim no concelho da Sertã. Segundo a GNR, esta medida permitiu a transferência temporária de 43 militares para os Postos Sede de Agrupamento.
No distrito da Guarda, a GNR suspendeu temporariamente o funcionamento de cinco postos de atendimento reduzido (PAR) no distrito da Guarda: Freixedas, Freixo de Numão, Miuzela, Pínzio e Vila Nova de Tázem, em Gouveia. A GNR adiantou que há outros quatro PAR que estão com actividade suspensa apenas ao fim-de-semana, como são os casos de Loriga, Paranhos da Beira, Soito e Vila Franca das Naves, em Trancoso. “Esta medida permitiu a transferência temporária de 47 militares para os postos Sede de Agrupamento”, acrescenta.
Segundo a GNR, a suspensão temporária da actividade de alguns postos territoriais, “os quais já funcionavam em Regime de Atendimento Reduzido, teve como pressuposto as circunstâncias particulares e excepcionais que o país atravessa [devido à pandemia causada pela covid-19], em especial a reposição do controlo de fronteiras terrestres, tarefa essa com forte empenhamento da Guarda Nacional Republicana”.
“A Guarda [GNR] considerou operacionalmente vantajoso adoptar esta medida temporária, à semelhança do que já ocorreu na fase inicial da pandemia, a qual permite alocar um maior número de militares para o serviço operacional, nomeadamente para o controlo da fronteira terrestre, sublinhando-se que a mesma apenas vigorará enquanto se afigurar absolutamente necessário, retomando a situação de normalidade logo que possível”, remata.
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