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Jovens sociais democratas da Guarda acusam ULS de ter recebido um número residual de vacinas que se esgotou no primeiro dia

A comissão politica distrital da Juventude Social Democrata criticou a forma como esta fase do plano de vacinação contra a covid-19 está a ser executado na Guarda no distrito da Guarda. A JSD refere várias situações verificadas no final da semana passada e denuncia o reduzido número de doses recebido nos vários concelhos, que rapidamente esgotou e não permitiu executar o plano para além do primeiro dia. E acusam o Conselho de Administração da ULS Guarda de estar fundamentalmente preocupada com uma candidatura socialista à Câmara Municipal da Guarda

Os jovens sociais democratas referem que a responsabilidade das vacinas está a cargo da Unidade Local de Saúde (ULS) da Guarda, que conhece o número de utentes “e que deveria salvaguardar a quantidade equivalente de vacinas”, o que, no seu entender, não aconteceu. “Ainda não tinha decorrido a primeira manhã de vacinação e já vários idosos, previamente contactados pelos serviços de saúde para lhes serem administradas as vacinas, receberam novas comunicações, cancelando o agendamento e sem novas datas indicadas”, sublinham.
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“Os contactos, por si só, já são quase um milagre, visto que muitos idosos se encontram em locais sem rede móvel e muitos sem meios de comunicação”, referem, adiantando que aquela estrutura tem conhecimento de inúmeras crianças que, sem a cobertura mínima de rede de internet, “se vêem privadas do seu direito básico e constitucional à educação, algo inacreditável para um país de primeiro mundo”. “Mais uma vez, uma questão da alçada do defunto Ministério da Coesão Territorial. Bem tentamos não o mencionar, mas a incompetência da Ministra da Propaganda para o Interior, Ana Abrunhosa, é tão estratosférica exigindo que assim o façamos”, lamentam.
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A razão invocada para o cancelamento, segundo a Juventude Social Democrata, é a falta de vacinas dado que para a ULS Guarda foi enviado um número irrisório de vacinas que se esgotou nas primeiras horas de um plano que devia durar semanas. “Sobram vacinas pelo país inteiro, parece que só no Distrito da Guarda é que faltam.
Esta lamentável desorganização gera ansiedade entre os idosos e demais população. Se há uma entidade responsável por esta situação é o Ministério da Saúde que, naturalmente, está representado ao nível local pela ULS Guarda”, acusam.
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A JSD acusa ainda Conselho de Administração (CA) da ULS de não ter “competência, conhecimento ou capacidade para dar resposta ao mais básico dos processos”. “Conclui-se que todas as energias de uma equipa com escassos meses de funções têm sido despendidas não na prestação de cuidados de saúde, mas na logística da distribuição de cargos e favores. Finalmente, confirma-se que não é um CA de uma instituição de saúde, mas sim uma comissão instaladora de uma candidatura autárquica, com a conivência da Ministra da Saúde”, rematam.

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