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“A autarquia está a distanciar-se” do FC Oliveira dos Hospital

A Assembleia Geral do FC Oliveira do Hospital, que contou com a participação de pouco mais de uma dezena de sócios, ficou marcada por algumas críticas à actuação do presidente da Câmara Municipal neste período de crise que o clube atravessa. Alguns sócios não gostaram daquilo que entenderam como uma apreciação negativa do presidente da autarquia, José Carlos Alexandrino, em relação à direcção da colectividade e o sócio Manuel Dinis lamentou que o autarca não estivesse presente na AG e nem sequer se fizesse representar. Acusou mesmo a autarquia de se estar a “alhear da vida do clube mais representativo do concelho”.

“Não gostei das declarações do senhor presidente que conotou os dirigentes deste clube como maus gestores. Dirigentes amadores não podem ser criticados desta forma por políticos profissionais. Ele deveria estar aqui hoje para se defender ou fazer-se representar por alguém responsável pelo desporto. A autarquia tem muitas responsabilidades na política desportiva do concelho e está a distanciar-se deste clube”, atirou aquele associado, referindo que a única coisa que ouviu da parte do autarca nesta altura de crise foram “umas bocas na comunicação social pouco abonatórias para a actual direcção”. Alguns sócios lembraram ainda que a política desportiva no concelho tem de ser repensada e que os subsídios que a autarquia entrega aos clubes não sai dos bolsos dos membros do executivo, mas dos impostos de todos os munícipes. “A Câmara Municipal é o nosso dinheiro”, ouviu-se.

Manuel Dinis referia-se à intervenção de José Carlos Alexandrino na reunião de Câmara de 11 de Junho onde, ao ser confrontado com a crise directiva no clube e as declarações do presidente do clube que dizia estar farto de promessas, afirmou que não cabe à Câmara Municipal “tapar os erros de gestão de quem está à frente do destino dos clubes”, tendo mesmo defendido um projecto novo projecto para o clube. O presidente da Assembleia Geral do FC Oliveira do Hospital procurou minimizar o caso e disse mesmo que talvez aquelas palavras não fossem dirigidas directamente para os dirigentes do FC Oliveira do Hospital ou talvez fosse um recado para todos. Rui Monteiro lembrou que na acta dessa reunião, além da declaração de que nem o presidente, nem a Câmara Municipal está lá para pagar a má gestão dos dirigentes, também está “lá um reconhecimento expresso ao presidente do clube, ao vice-presidente Mário Brito, ao tesoureiro e ao presidente da AG” pelo trabalho desenvolvido.

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