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João Paulo Albuquerque

A decadência dos presidentes. Autor: João Paulo Albuquerque

“Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes de República.” (texto apócrifo sobre o 25 de Abril, falazmente atribuído a Marcelo Caetano)

Se o autor deste trecho tivesse conhecimento do que politicamente se passa em Oliveira do Hospital, não se esqueceria de, entre outros, acrescentar ao rol de incumbências que mencionou, o cargo de presidentes de assembleia, já que, mais uma vez a atitude usada por aquele que (na minha opinião ilegalmente) ocupa a função na condução dos trabalhos voltou a expressar na reunião da AM na passada sexta-feira dia 19/06/2014, facilmente granjearia lugar de destaque na lista em questão.

Que ética pode ter esta criatura que acha que o valor de um Homem se define pelo caminho percorrido entre os pontos de partida e de chegada, respectivamente? Qual será o ponto de chegada deste doutor da ‘Lei’ cujas actuações a ‘Ela’ inerentes, já o obrigaram a ouvir que mostrasse a sua cédula profissional? Observou-se na mesma assembleia que, para além de outras deficiências, foi tomado por uma determinada surdez que não o deixava ouvir um determinado deputado.

Relativamente ao seu valor humano, adivinha-se uma valente redução, pois com estas constantes, paupérrimas e indecorosas actuações, representando o mais alto cargo concelhio não é de esperar encontrar o seu ponto de chegada acima daquele com que começou no momento em que Deus o pôs no mundo.

Este ser inenarrável, após abrir os trabalhos, usou da palavra para dar voz a um texto de achincalhamento, onde basicamente apelava ao silenciamento de António Lopes. Como se pode admitir tal verborreia precisamente no local que deveria ser o “éden” da democracia Oliveirense, o local de onde da discussão viesse a luz que mostrasse o caminho a percorrer? O que esperar dos trabalhos conduzidos por este “presidente”? Nada de positivo, pois não tem carácter para rebater e contrariar as opções desacreditadas e infundadas do presidente da câmara, tornando-se cada um deles nas duas faces da mesma moeda do numerário que tem servido para comprar e sustentar a aviltada política concelhia.

Porque a definição de ética não é exacta, nem una e muito menos universal, para podermos reputar através das suas variadíssimas definições o carácter demonstrado por este homem que tomou a liderança, mas que é liderado, deixo-vos com a minha definição da mesma: “Ética é o conjunto de princípios que norteiam a determinação e utilização dos meios à nossa disposição para atingirmos os fins a que nos propomos.”

Os princípios que o Sr. Rodrigues Gonçalves demonstra ter estão nos antípodas daqueles que o Sr. António Lopes defende e mostrou possuir. Como tal está a enganar e a maltratar todos aqueles que se reviam nos princípios do 1º eleito à AM.

Usa e abusa dos meios disponíveis, muitas vezes de forma cobarde e de legalidade duvidosa, negando e ferindo mortalmente a formação que diz ter. Enfim, o fim e o propósito de fazer valer tudo aquilo que o clã socialista propõe para o seu próprio proveito leva a considerá-lo um ser sem ética, um ser desprezível causador de danos traumáticos na política, na sociedade e na história de Oliveira do Hospital. O futuro encarregar-se-á de rapidamente fazer esquecer tal figura que afincadamente tem contribuído para o aprofundamento do marasmo e do retardamento que energicamente ajudou a instaurar no concelho.

Depois deste retrato político que regista a actuação de Rodrigues Gonçalves na reunião da AM, passo a mostrar a fotografia que assinala a prestação do Presidente da autarquia no mesmo grupo de trabalho.

Não posso começar sem evocar o seguinte poema:

Os bons vi sempre passar

No Mundo graves tormentos;

E pera mais me espantar,

Os maus vi sempre nadar

Em mar de contentamentos.

Cuidando alcançar assim

O bem tão mal ordenado,

Fui mau, mas fui castigado.

Assim que, só pera mim,

Anda o Mundo concertado.

(Ao desconcerto do Mundo de Luís de Camões)

Torna-se evidente que à luz do Nosso Grande Poeta, o mundo político e social começa a concertar-se para José Carlos Alexandrino em concordância com as opções e atitudes que tem tomado neste passado recente. O mar de contentamentos em que iniciou a contenda com António Lopes, desprezando-o, diminuindo-o, desacreditando-o e até humilhando-o perante a sociedade Oliveirense, numa altura trágica para as finanças do mecenas concelhio que no passado tinha agarrado no desconhecido treinador, de desconhecidas equipas de futebol, transformando-o em presidente de câmara, tornou-se agora num mar irado, com ondas gigantes e vagas profundas que não deixa navegar e promete naufrágio.

Actualmente, o presidente da câmara não consegue responder às questões que lhe são colocadas nas Assembleias Municipais. O caricato caso dos 381 mil euros teve um desfecho muito peculiar e cómico, pois até agora ninguém conseguiu explicar de forma simples e convincente qual o tratamento contabilístico desse valor. Ninguém conseguiu explicar, e poucos conseguiram compreender, incluindo o próprio Presidente da Câmara que caso tivesse entendido, tinha explicado, pois não perdia essa oportunidade política de responder ao seu opositor, que muito tem rido com esta situação, e tal como afirmou na AM, compreendeu assim que recebeu os documentos referentes à última assembleia, pois na posse de três documentos consegue computar os números e entender as operações.

Engraçado foi um deputado e reputado engenheiro que, mostrando mais empenho na política para as legislativas do que no trabalho que ali o levou, dizer naquela assembleia que o Sr. Presidente devia promover um curso de contabilidade para os deputados menos inteligentes, pois ele, ao contrário do colega Dr. Luis Lagos, entendeu logo. A verdade é que a maioria ficou na mesma, preferindo a antiga explicação e remeter o caso para o “efeito temporal da coisa” que anteriormente foi a resposta que conseguiram dar ao ausente deputado municipal numa reunião de câmara onde Alexandrino de modo autocrático deu o assunto como encerrado. Enganou-se mais uma vez, pois teve que trazer o caso à AM como a Lei manda e prestar os esclarecimentos ao já esclarecido 1º eleito.

Abrindo aqui um parêntesis para responder pessoalmente ao Sr. Presidente, visto nessa mesma reunião de câmara, José Carlos Alexandrino ter aproveitado para me definir como um vendido a quem o Ministério Público nem sequer reconhece credibilidade, tendo usado a “Folha do Centro” para publicar a seguinte afirmação que proferiu: “São comportamentos miseráveis”, disse, sublinhando serem estes “arautos que falam de honestidade” que “compram testemunhas a quem o Ministério Público nem sequer reconhece credibilidade”.

Isto só pode ser o mundo a concertar-se tão afincadamente para com o Sr. Presidente que já precisa das reuniões de câmara para me tentar combater, a mim, que faço uns artigos de opinião de vez em quando. O que será dos verdadeiros problemas que assolam o concelho? Vão por certo ficar imortalizados.

Aproveito para explicar que tinha optado por nada opinar que perturbasse o Sr. Presidente, pois sabia que “este possível concerto do mundo” tinha-o contemplado com uma doença grave que transformou o calmo mar da sua saúde num “cabo das tormentas”. Como as noticias que me vão chegando, relatam que o Sr. Presidente está a vencer a doença, o que me deixa satisfeito, e como o próprio disse na AM que é difícil de vergar, fico contente por a enfermidade estar sanada sem o ter castrado politicamente e me permitir sem peso de consciência responder à letra a José Carlos Alexandrino.

Nesse processo em que fui arrolado testemunha por parte do Sr. António Lopes, com o meu consentimento, nunca fui ouvido por nenhum juiz, nem nunca fui a tribunal, limitei-me a redigir a resposta a uma questão ambígua que o juiz deixou lavrada, isto na presença de um Oficial de Justiça. Esta foi toda a participação que tive no processo, a única pessoa que comigo cruzou neste decurso, foi o tal Oficial de Justiça. Quando o Sr. Lopes me fez chegar o resultado do processo, que foi mandado arquivar, como por norma o são todos que envolvem figuras públicas, constava o seguinte em relação à minha pessoa: “Foi inquirida como testemunha João Albuquerque, o qual disse ter tido uma conversa particular com o arguido José Mendes, na qual lhe pediu para reatar o relacionamento deste com o assistente, ao que o arguido se negou a fazê-lo. No decorrer desta conversa, havida em 25/04/2014, o arguido mostrou-lhe um documento vindo das Finanças e que era semelhante ao documento que foi publicado na primeira página do Jornal do Centro. Nas suas declarações, esta testemunha declarou que, quando viu a notícia, ficou perplexo e completamente desacreditado quanto ao carácter do Presidente da Câmara Municipal, o que permite intuir que esta testemunha está fortemente incompatibilizada com este arguido a ponto de relatar uma conversa privada que ambos tiveram, o que merece reservas na análise da sua credibilidade.”

Esta é a justiça que temos e que não merece a minha credibilidade, pois como disse nunca fui ouvido, e não colocaram o meu depoimento, fizeram um resumo como lhes interessou, pois na tal reunião que se efectuou após as celebrações do 25 de Abril na autarquia, tive uma conversa particular com o Sr. Presidente no seu gabinete referente à restruturação do teatro da SRE. Nessa reunião, aconselhei efectivamente José Carlos Alexandrino a reatar a amizade com António Lopes, dizendo-lhe, inclusivamente, que ainda estavam a tempo de fazer um bom mandato. Mais coisas de elevada importância foram ditas, mas que ficam no meu silêncio. No entanto, deixei no relato que o documento era o mesmo, não era semelhante, e que o Sr. Presidente mo tinha mostrado firmando que se eu dissesse a alguém que ele mo mostrou o negaria afincadamente. Fiquei realmente perplexo quando passado uns dias apareceu na primeira página da “Folha do Centro” e atónito quando soube que a Margarida Prates se recusou a depor de modo a apontar quem lhe tinha feito chegar o documento. É conveniente lembrar, tal como o fiz no meu depoimento, que no dia 26 de Abril, portanto no dia a seguir a esta conversa, houve a reunião de AM, onde as relações entre Alexandrino e Lopes azedaram ainda mais, levando o bom feitio do Sr. Presidente a tomar a atitude de publicar o documento. O Sr. Dr. Juiz, depois de resumir à sua maneira o meu depoimento, intuiu (repare-se, o juiz decidiu por intuição) que eu estava fortemente incompatibilizado com o arguido a ponto de relatar uma conversa privada. Note-se que só a relatei a ele, pois não relatei a mais ninguém a não ser no meu depoimento, como tal, a minha credibilidade para com ele, está sob reserva. Se nada lhe tivesse dito era uma pessoa credível para este juiz, uma testemunha muda, mas credível.

Cabe agora aos leitores, porque isso é que realmente me interessa, fazerem o vosso juízo. Afirmo em qualquer lado que não sou mentiroso, sou honesto e por ventura a justiça que temos não se entende bem com este tipo de pessoas. Já no que respeita a ter-me vendido, quero dizer ao Sr. Presidente, que o Sr. Lopes mesmo no tempo em que tinha milhões para gastar na sua eleição, não tinha dinheiro suficiente para me comprar, muito menos agora que segundo o edil está falido…

Continuando com a demonstração de que o mundo está a concertar-se para com o Sr. Presidente da Câmara, não posso deixar de relatar o caso que publicamente foi motivo de chacota, e estou a relembrar o “projecto revolucionário para a saúde” que o Sr. Presidente idealizou e levou para a apreciação do Secretário de Estado Adjunto do Ministro da Saúde, tendo afirmado em plena AM que desconfia que alguém disse a Leal da Costa que se pusessem em prática tal projecto, imortalizavam José Carlos Alexandrino e que seria edificada uma estátua dele.

Acredito até que lhe ergueriam um colosso em cada Freguesia, digo no gozo. Esta afirmação ainda é mais pejorativa do que aquela em que afirmou ter sido convidado à revelia do PS para ser candidato a Primeiro-ministro. Questiono-me muitas vezes, se estas ondas de loucura que lhe dão nas Assembleias Municipais param por aí ou se continuam pela governação que tem desenvolvido?

Sr. Presidente, leve esse projecto ao Dr António Arnaut, pois para além de “pai do actual SNS” ficava também a ser “avô” do sistema de saúde Alexandrino. Dificilmente o governo não o levaria em conta.

Fora da política propriamente dita, o mundo também se anda concertar a nível profissional para com José Carlos Alexandrino. É que depois de tantos anos a preparar “um lugar ao sol” para usufruir daqui por três anitos, os Arganilenses estragaram-lhe a festa, negando-lhe o lugar que estava reservado para que, quando deixasse a CMOH, pudesse paulatinamente ir usufruir de um excelente rendimento para a acumular à legal reforma que terá direito.

O FCOH depois de ter sido contemplado com perto de 400 mil euros num relvado sintético, não consegue direcção, nem equipe sénior. Não sei se foi por o “Continente” vir para o seu lado ou se foi por terem colocado a caleira na cobertura.

Os empresários de sucesso, que arduamente e ao longo de vários anos criaram uma marca de eleição concelhia, IG-Irmãos Gonçalves, têm com esta governação de desistir da distribuição alimentar porque não conseguem competir com os colossos nacionais do ramo.

Para terminar pois o artigo já vai longo, nota-se que José Carlos Alexandrino, mesmo com tudo a seu favor, não está a conseguir vencer o embate em que se envolveu quando desafiou António Lopes. Cada vez mais desacreditado e em convalescença, vamos ver até onde consegue levar este confronto. O descrédito no presidente sente-se dentro das próprias paredes da autarquia e não é por acaso que a lista que ele apoiou para a ARCIAL já deu “guia de marcha” ao estagiário Manuel Martins, cujo irmão contribuiu para a eleição de Alexandrino, para colocarem Carolina Veiga. Esta filha do ilustre socialista, infelizmente já desaparecido Engº José Veiga, acabou a sua prestação na CMOH, mas não ficou sem emprego. A ARCIAL admitiu também para os seus quadros a experiente esposa do vereador Nuno Ribeiro.

Há que aproveitar ao máximo enquanto o homem lá está, pois pode acontecer que brevemente já lá não esteja. É assim que os socialistas governam o nosso concelho. O progresso está garantido.

João Paulo AlbuquerqueAutor: João Paulo Albuquerque

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