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A dívida herdada pelo executivo de José Carlos Alexandrino: João Brito garante que foram apenas 3,9 milhões de euros, Rolo insiste em 7,5 milhões

 

O vereador do PSD na Câmara de Oliveira do Hospital, João Brito, fez questão de mostrar na reunião de hoje da Câmara que a dívida deixada ao actual executivo pela equipa de Mário Alves, em 2009, está longe dos 7,5 milhões referidos pelo presidente José Carlos Alexandrino no último encontro, situando-se apenas em cerca de 3,9 milhões de Euros. O social-democrata fez-se acompanhar de alguns documentos, incluindo uma acta de uma reunião de Agosto de 2013, a qual contou com o vereador da altura Mário Alves e cujos números de 3,9 milhões apresentados pelo anterior líder da Câmara, não foram desmentidos por nenhum elemento do novo executivo, incluindo o próprio presidente da autarquia José Carlos Alexandrino.

O vice-presidente da autarquia, José Rolo, porém, não se rendeu a estes documentos e manteve que a dívida que herdaram foi de 7,5 milhões de euros. “O número incomoda. Paciência. São os números da verdade. Percebo tanta insistência em tentar justificar o passado. Justificar o passado é tentar apagar este número”, atirou José Rolo. Recorde-se que este tema já foi debatido várias vezes em Assembleia Municipal, com o eleito nas listas do PS António Lopes a acusar mesmo o actual executivo de falta de ética por, no seu entender, andar a “atirar nas costas dos intervenientes um número que não corresponde à verdade, quando cara a cara são incapazes de contestar os valores apresentados por Mário Alves”.

João Brito não só afirmou que a dívida deixada por Mário Alves foi de 3,9 milhões, como frisou que os sociais-democratas quando chegaram ao poder herdaram do autarca socialista César Oliveira um défice de oito milhões de euros, o que, sublinhou, não impediu o PSD de fazer obra e reduzir a dívida para menos de metade. Vereador do PSD exibiu ainda uma revista dos Técnicos Oficiais de Contas, de Fevereiro de 2011, onde o município é referido como um exemplo na transparência no que toca às contas dos anos de 2008 e 2009. Tudo isto, contudo, não passa para José Rolo “de folclore e de encenação para a comunicação social” por parte de João Brito.

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