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A elevação na política

Estamos em 2013. É ano eleitoral. As autárquicas disputam-se a 29 de setembro. Em Oliveira do Hospital estão já anunciadas quatro candidaturas – PS, PSD, CDS e CDU. Ainda falta muito tempo para a campanha começar, mas nunca é demais deixar indicações de boa conduta.

A Juventude Social Democrata (JSD) levou a cabo mais uma ação de afixação de cartazes em que denuncia aqueles que acredita serem responsabilidades e erros do executivo camarário no mandato que agora termina. Opiniões à parte sobre a pertinência das mensagens neles contidas, a JSD – e qualquer outra força associativa ou política – tem todo o direito de afixar estes cartazes.

Paulo Mendes, conhecido militante do Partido Socialista, foi acusado pelos jovens laranjas de ter andado pela cidade a arrancar estes cartazes. Caso seja verdade, é uma ação a repudiar. A propaganda política pode e deve ser afixada, contribui para o debate e para a reflexão em torno das questões que coloca.

O socialista recusou as acusações que lhe foram feitas pela JSD Oliveira do Hospital, em comunicado exposto no Facebook da estrutura e enviado à comunicação social. Além disso, acusa Nuno Caetano, vice-presidente da Comissão Política de Secção (CPS) do Partido Social Democrata, de o ter agredido com socos e pontapés. Já agora, o que é que um vice-presidente do PSD faz numa iniciativa da Juventude?

A confirmar-se, estamos perante uma situação de enorme gravidade. Se já é absolutamente deplorável arrancar cartazes, o que é que podemos dizer sobre agredir alguém? A razão que a JSD tinha em queixar-se da atitude do badalado ‘trio socialista’ desaparece toda com a confirmação de uma agressão.

Não me compete, porque não sou juiz, analisar melhor esta situação e verificar quem está a dizer a verdade. No entanto compete-me, neste espaço público, deixar uma mensagem aos intervenientes políticos de Oliveira do Hospital. Não é com violência ou com ataques à democracia, tentando silenciar as iniciativas dos adversários, que as coisas melhoram. Sei bem que, durante muitos anos, não foi desenvolvida a cultura democrática, mas isso tem de continuar a melhorar, para cativar mais gente a participar, a envolver-se e a refletir sobre os problemas.

A política deve ser inclusiva, próxima dos cidadãos, superior a tricas partidárias, apostada no bem comum e no desenvolvimento sustentável. Essa noção continua a passar ao lado de muita gente – há que invertê-lo, até pela força do voto.

Ainda vale a pena dizer que…

• José Carlos Alexandrino defendeu Oliveira do Hospital, esta semana, em Lisboa. Defender a ESTGOH não se faz com publicações no Facebook, faz-se nas instâncias próprias, atuando politica e judicialmente. Ainda bem que ninguém precisou de oferecer um GPS a este Presidente para ele ir a Lisboa.

• A EXPOH está de regresso e com mais expositores que nas últimas três edições. Em ano de crise, continuamos em ciclo contrário. Investir, apoiar as marcas locais, diferenciar Oliveira do Hospital.
• O Nogueirense quer perseguir os lugares cimeiros no campeonato nacional da 2.ª Divisão. Uma equipa que tem marcado pelo aumento de consistência e pelo reforço da sua importância a nível distrital e nacional só pode contar com o apoio e a união de todos no concelho.

Pedro Coelho

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