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“A instituição Nogueirense não tem nada a ver com política, nem politiquices”

Nogueirense pode estar mergulhado numa crise diretiva. Desentendimento político, levou Joaquim Marques a recuar no desafio que lançou a António Lopes para liderar uma lista candidata aos orgãos sociais do clube que milita no campeonato nacional de seniores.

“Essa lista já não tem cabimento”, afirmou o vice-presidente, patrocinador e principal rosto da Associação Desportiva Nogueirense que, depois das reações que teve ao desafio que lançou ao sócio e vice presidente da instituição, António Lopes, para liderar uma lista candidata aos órgão sociais do clube, recuou naquele propósito.

“Quando tirei um parecer, apercebi-me de divergência políticas. Mas, para mim a política não conta e a instituição Nogueirense não tem nada a vem com política, nem politiquices”, explicou Joaquim Marques que disse ter desafiado António Lopes para liderar uma lista pelo simples facto de ser sócio e vice-presidente do Clube. Certo de que “qualquer sócio pode ser presidente do clube”, aquele dirigente estava, porém longe de imaginar que, através de tal convite estivesse a provocar “ondas de choque” que não se adequam ao “patamar” já conseguido pela ADN. “Pessoalmente não quero ninguém indisposto”, referiu ainda Joaquim Marques que, no seu dia a dia, garante pugnar “pelo espírito de família”, nada fazendo de modo intencional para ofender alguém.

“Não saberia que ia ficar protagonista de gerar esse mal estar. A intenção era boa”, frisou ainda o dirigente associativo escusando-se a revelar a identidade de quem terá ficado desagradado com o desafio que lançou a António Lopes. Uma informação que o próprio António Lopes acabou por prestar na ultima reunião da Assembleia Municipal onde, aludindo a “uma crise política instalada numa das principais associações do concelho”, atribuiu a responsabilidade ao presidente da Câmara Municipal. “Entende que como não se sente bem ao meu lado, também entende que outras pessoas não se possam sentir bem ao meu lado”, comentou na ocasião. Uma acusação que José Carlos Alexandrino rejeita, garantindo ao correiodabeiraserra.com não ter interferido naquele processo, visto nem ser sócio do clube. “Os sócios do nogueirense é que têm direito de escolher as pessoas que querem para gerir os destinos da associação. Se seu fosse sócio poderia-me imiscuir, mas como não sou”, comentou ainda, lembrando que António Lopes já era vice-presidente do clube e não deixou de o ser devido à crise política que se instalou no concelho. A desvalorizar a polémica, o presidente da Câmara disse estar mais preocupado em arranjar dinheiro para que a ADN e o FCOH possam disputar o campeonato nacional de seniores de futebol.

Ainda que desafiado para liderar uma lista candidata aos órgão sociais da ADN, António Lopes nunca chegou a responder favoravelmente. “A minha posição era de não aceitar, porque não tenho vida para isso, mas ainda antes de eu tomar qualquer decisão, sei que houve elementos perturbadores que desconheço”, referiu ao correiodabeiraserra.com.

Contactado por este diário digital, o ainda presidente da direção da ADN, José Brito, revelou-se contra o convite que Joaquim Marques dirigiu a António Lopes, por ser um sócio e vice-presidente ausente daquela associação desportiva. “Ele nunca apareceu nas Assembleias. Só tive uma conversa ou outra com ele”, referiu.

Cancelada fruto do mal estar gerado pelo convite que foi dirigido a António Lopes, a Assembleia Geral da ADN foi remarcada para o próximo da 9 de julho, data em que Joaquim Marques espera que venha a aparecer um ou até duas listas candidatas. “Um projeto com a dimensão que a ADN tem a nível concelhio, distrital e nacional não merece um virar de costas de um momento para o outro”, referiu, afastando o cenário de crise diretiva no seio da Associação Desportiva Nogueirense.

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