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A narrativa “torturada” para se dizer que o PCP é “pró-Putin”… Autor: João Dinis, jano

A narrativa “torturada” para se dizer que o PCP é “pró-Putin” …

Mesmo para acusar qualquer cidadão de cumplicidades com este “Kremlin” …

 Vamos reafirmar… E veio esta maldita guerra na Ucrânia.  Uma guerra que nunca devia ter começado e que já devia ter acabado.  Uma guerra que, como todas as guerras, mata e faz sofrer sobretudo os inocentes, enquanto faz aumentar, escandalosa e criminosamente, os lucros dos “traficantes da Morte” – os produtores e comerciantes do armamento – bem como dos donos da grande indústria do petróleo, agora também já do gás líquido, dos grandes Bancos, etc, etc.  Afinal, dos grandes interesses “de rapina” que são os verdadeiros promotores das guerras!

Então, a partir de 24 de Fevereiro, com a invasão da Ucrânia a mando dos capitalistas-imperialistas chefiados por Putin, foi construída uma narrativa assanhada pelo objectivo de atacar e desacreditar o PCP sobretudo através da grande comunicação social e seus “papagaios de turno”.  Alguns deles até há que aparentam mais “rigor” nas suas comunicações enquanto “comentadores encartados” do sistema dominante.  Apresentam, para consumo público, imagens e comentários com vídeos de alegados combates, com mapas com supostas movimentações de tropas, com listagens de armamentos em confronto mas sem referirem a fonte dessas informações, sem nos dizerem onde poderei eu, um «simples» observador, ir conferir essas e outras informações.  Mostram assim evidências várias em serem “antenas e altifalantes” de certos “serviços secretos” e sejam lá eles quais forem…

Ou seja, lá veio outra vez esse bando, agora a torcer e a “torturar” o debate, com cada um deles a querer ser mais radical que o cúmplice nessa tarefa.  Aliás, e tal como alguém muito atento tem assinalado no CBS, tais “inteligentes”, por óbvia conveniência táctica, silenciaram a oportuna referência que o Papa Francisco fez quanto a esta guerra, e também quanto a outras, logo a 27 de Fevereiro.  Depois, silenciaram a entrevista do Papa ao jornal italiano “Corriero de la Sera” em que surge aquela muito expressiva imagem e citamos Francisco XVI: “O facto da NATO estar a ladrar à porta da Rússia pode ter motivado a invasão da Ucrânia”…  Enfim, ainda se não atreveram a dizer que o Papa Francisco é “pró-Putin” mas vontade não lhes faltará…

A narrativa contra o PCP é papagueada por “mercenários ideológicos do sistema”                   que consigo arrastam opiniões algo desinformadas e por fim (quase) seguidistas…

A furiosa narrativa contra o PCP a pretexto desta guerra começou a ser construída naquele momento em que um governante da ocasião, no seu estilo trauliteiro, se pôs a pretender ditar, sob coacção mediatizada, as declarações a fazer por um dirigente do PCP ao invectivá-lo na Assembleia da República e citamos:- “vá, ainda tem 13 segundos” no caso para “condenar expressamente a Rússia pela invasão da Ucrânia!”…  Ou seja, com a maior arrogância, o elemento em causa pretendeu pôr o dirigente do PCP a dizer aquilo que ele lhe impunha para ser dito e a contra-relógio…

A partir daí, foi e é o que se tem visto e ouvido!  Independentemente de algum atraso que possa ter havido, o facto é que a 6 de Março, no grande comício do PCP realizado em Lisboa, o porta-voz deste Partido e seu Secretário-Geral afirmou, e está registado por escrito no seu discurso, que o PCP não está nada de acordo com Putin e o seu governo e não está de acordo com a “intervenção militar russa na Ucrânia” que de facto veio agravar muito uma guerra que é extremamente perigosa para além de assassina como o são todas as guerras.

Portanto, os “mercenários ideológicos do sistema” (e continuo a pagar direitos de autor) convergem ao despique na tarefa de “torturar” o PCP para o obrigar a repetir as palavras que “eles” querem.   Ora, nem mesmo a tortura de outros tempos – do fascismo – vergou os Comunistas que defendiam a Liberdade e a PAZ na luta tremenda que travaram, em Portugal, pela Democracia conquistada no 25 de Abril de 1974!

Eu reafirmo que são as duas faces da mesma moeda que se joga nesta maldita guerra:- a iniciativa da condenável invasão militar da Ucrânia pelo governo de Putin na Rússia e o cerco militarista com a condenável escalada da guerra por parte dos EUA, da NATO e da União Europeia, que exportam armamentos e mais armamentos, tropas e mais tropas, mercenários e mais mercenários, lá para o meio do conflito e para as imediações também.  Tragicamente, nesta guerra, o Povo Ucraniano e os soldados russos estão a ser “carne para canhão ou míssil”… Basta!

Sim, só a PAZ vale a pena como por aqui se tem dito!

A guerra não só não resolve os problemas em presença como “apenas” os pode agravar. Aliás, esta guerra de agora em 2022, agravou bastante a guerra – sim a guerra! – que em várias das mesmas paragens geográficas já vem desde 2014 e do golpe de estado de então, na Ucrânia!

E sim !  Paira ameaçador o perigo do holocausto nuclear em que “cinza de russo não será diferente de cinza de ucraniano e também não ficará ninguém para as comparar!” … na terrível mas esclarecedora síntese congénere que já alguém fez noutros mas idênticos considerandos!

Denunciamos pois os “inteligentes inflamáveis” que chegam a afirmar que quem ousa falar em PAZ é quase um “criminoso” a soldo do tal Putin… Afinal, estes novos “torturadores das consciências”, estes “zelosos guardiões do pensamento único”, são resquícios dos inquisidores de antanho e de outros famigerados polícias ainda próximos de nós.  Mas, se não nos podem fazer falar, também não nos vão fazer calar!

De minha parte nem um segundo me calarei!

Guerra NÃO!     PAZ Sim!

Nem exportando a guerra para longe das suas fronteiras, nem assim os “falcões” belicistas dos EUA afastam a “guerra civil” a que condenam os compatriotas !

 A tradição dos tiroteios e assassinatos nos Estados Unidos da América, EUA, já vem de longe, a bem dizer desde a sua formação como nação e por aí fora.

A natureza violenta e agressiva dos EUA está plasmada na própria Constituição – em particular na sua “2ª emenda” de 1791 – que com a prática subsequente na maioria dos Estados, tende é para proibir…que os cidadãos não tenham armas e munições à sua disposição e para o que der e vier !

Portanto, desde este clima marcial interno, os “falcões belicistas” dos EUA ocupam-se em exportar tiroteios e guerras para todo o lado.  Claro que o principal motivo para tal reside em interesses económicos (“negociatas”) e de dominação geo-estratégica de outros Povos e Nações.

Tiroteios com crimes de sangue acontecem todos os dias nos EUA!

É uma autêntica e mortífera “guerra civil” !

Há dias, foi notícia pesada o assassinato de 19 pessoas quase todas crianças ou pré-adolescentes outra vez dentro de uma Escola Pública e pelos tiros de um jovem tresloucado, dizem-nos.  Sim, os EUA são o maior e mais perigoso “manicómio colectivo” de entre os países “ocidentais”.

As terríveis estatísticas mostram que os EUA concentram 73% dos tiroteios em massa ocorridos em países ditos “desenvolvidos”.  O problema é que muito para lá de ser uma mera “estatística”, esta situação revela-se como um autêntico massacre dos inocentes!  É mesmo uma “guerra civil”!

E o já “mumificado” Presidente dos EUA e o sistema que o elegeu não conseguem domesticar o “lobby” (grupo de interesses) das armas domésticas também porque favorecem, até ao máximo, o “lobby” das armas de guerra e dos armamentos!   Ai, ai, que perigoso Mundo este!…

Sim, só a PAZ vale a pena!

 

 

 

João Dinis, Jano

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