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Assembleia Municipal pretende ratificar destituição António Lopes que considera este acto mais uma ilegalidade

A política é uma arte nobre! Autor: António Lopes

“Isto só visto”! Atente-se nos mails. Eu sabia tanto de três propostas e que a farda estreou no Mercado Municipal, como sabia de mais este número, em que se estão a transformar as reuniões da Câmara Municipal. Alguém me viu na inauguração da estrutura a que chamam Mercado? Denunciei, há tempos, o estado de abandono em que se encontram as Fundações doadas, com gosto, altruísmo e bairrismo, por muitos dos melhores filhos de Oliveira do Hospital. Não me fica bem falar no que fiz e faço. Mas custa que o nosso amor ao concelho e o esforço que fazemos em prol dele seja assim usado e abusado, por quem tem as mais altas responsabilidades no Município.

Custa ver a forma como não se cuida e não se respeita a memória dos melhores filhos da nossa terra. O Senhor Presidente da Câmara, não consegue distinguir a Câmara dele próprio e, violenta-nos, a todos, com esta infame forma de gerir o concelho. Com a agravante que, para já, envolveu duas das mais prestigiadas e antigas instituições do concelho: a Sociedade Recreativa Ervedalense e, agora, a Filarmónica Sangianense.

Não queria e não quero, descer a este nível. Dizer só que há quem, em negócios, que não em promessas, tenha mandado elaborar escrituras abaixo do preço acordado e, mais grave, não tenha pago a diferença. Se calhar, lá teremos que fazer mais uma denúncia! Há quem nunca tenha devolvido o empréstimo, duas vezes feito, e que serviu de passaporte para se sentarem na cadeira que tanta arrogância e falta de educação gera. Até há quem me diga (lá de dentro), que serviu para proveitos próprios de alguns! Há quem fazendo promessas para outros pagarem, tenha concedido subsídios avultados, que outros adiantaram, entregando em troca cheques pré-datados, com datas dos mesmos dias…que jamais substituíram. Há quem diga, agora, em resposta às solicitações dos advogados, que nada devem, que nada fizeram, que nada viram. Não obstante, os documentos existem, as discussões em reunião de Câmara também.

Finalmente, atravessando as dificuldades que o comum dos portugueses atravessam, era espectável que pessoas, a quem tanto se ajudou, tivessem um acto de solidariedade. Mas cada um é como é. O gáudio é expor e explorar as dificuldades alheias, inclusive das pessoas que os fizeram gente, demonstrando, assim, a sua ignorância quanto à real situação do País.

Sempre viveram de impostos, não sabem quanto custa paga-los. E porque sou católico e estamos na Páscoa: “perdoai-lhes Senhor”. Como homem dou a outra face. Como político não perderão por esperar. O que eu estava à espera, era que tivessem discutido a correcção das actas da “algaraviada” de números diferentes em que se tornou a bandalheira dos números Municipais. O que eu esperava era que se tivesse discutido a comissão proposta pelo próprio presidente na última AM, e por mim reclamada, na última comunicação, ao Senhor Presidente da Assembleia, em exercício. Não! Vêm com estes “números” pensando que me afectam em alguma coisa ou pensando que me distraem dos meus objectivos. Eu não cobro impostos senhor presidente. Dou o que posso a quem eu quero, quando posso.

O pouco que recebo da política ofereço-o. Ando na política por causas. Quando cá cheguei vim para servir. Não vim para me servir. E foi isso que, perante todos os candidatos, afirmei na Casa da Cultura, na apresentação de todas as listas. Esqueceram-se? Eu não. Ninguém, ali, disse que estava para se servir… A continuar assim vou ter que publicar a lista dos que se estão a servir…Eu honro aquilo com que me comprometi. Exijo que, quem comigo esteve, honre de igual forma. Se não podiam, não se comprometessem. Se não podem, desimpeçam a porta. A política é, ou dever ser, uma ARTE NOBRE! Quando entrar a porta da Câmara tente lembrar-se que representa, ali, 22 mil cidadãos que labutam por um concelho digno, que dispensam, muito bem, esta infame forma de estar na política.

Assembleia Municipal pretende ratificar destituição António Lopes que considera este acto mais uma ilegalidadeAutor: António Lopes

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