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ADI com futuro incerto na primeira reunião de 2011 da câmara de Oliveira do Hospital

Com um historial de salários em atraso e dificuldades no pagamento a fornecedores, a Agência de Desenvolvimento Integrado de Tábua e Oliveira do Hospital dá sinais de fragilidade no que respeita ao seu futuro.

O assunto chegou, esta manhã, à mesa da reunião pública do executivo oliveirense, numa ocasião em que o mesmo era convidado a votar pela manutenção da quota mensal de 2100 Euros para a ADI e pela atribuição de um subsídio de 30 mil Euros destinado a fazer face a despesas.

“É preciso ver se a ADI é fundamental ou não”, chegou a considerar o presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, tomando por base o encargo financeiro que a ADI representa para o município.

O facto de a Agência permitir às autarquias, a que está ligada, aceder aos fundos disponibilizados pelo QREN foi rapidamente apontado pelo vereador do PSD Mário Alves como um argumento para a continuidade da estrutura.

Para além de concordar com a continuidade da Agência – a ADI foi criada durante o seu último mandato na presidência da Câmara Municipal – Mário Alves foi ainda mais longe ao propor a atribuição mensal de um montante de cinco mil euros de apoio à ADI. “A Agência não pode ter salários para pagar e não ter dinheiro”, frisou o ex-presidente da autarquia.

Sublinhando a mais-valia que a ADI representa para as autarquias de Oliveira do Hospital e Tábua – “a ADI deve existir para termos acesso ao QREN”, frisou – o vereador do movimento independente “Oliveira do Hospital Sempre” defendeu que, para além da autarquia oliveirense, também a congénere de Tábua seja responsabilizada em termos de contrapartidas. “A direção da ADI tem que ver o valor que necessita para funcionamento em 2011 e deve definir a quota mensal de cada Câmara Municipal”, verificou José Carlos Mendes.

Consciente do problema da ADI – “primeiro tem que se fazer e só depois é que se pode pagar”, referiu – o presidente José Carlos Alexandrino aplaudiu as propostas de Alves e Mendes e garantiu colocá-las a deliberação em próxima reunião do executivo.

“O que me mói é a situação com os recursos humanos”

Fazendo questão de frisar que “durante 2010, a ADI gastou 50 mil Euros em amortizações da livrança e do empréstimo”, o vice-presidente da autarquia e presidente da ADI revelou-se também preocupado com a situação de salários em atraso, que está a afetar os colaboradores da Agência.

“O que me mói é a situação com os recursos humanos”, afirmou José Francisco Rolo, insistindo com o argumento de que “em 2010, a ADI andou a pagar dívida de investimento feito”.

O vereador do PSD, Paulo Rocha e antecessor de Rolo na direção da ADI aproveitou também para clarificar que em 2009 “não houve nenhum caso de polícia”. “A ADI não tem receitas próprias como a Câmara Municipal”, frisou o social-democrata, explicando que a agência é instrumento das autarquias para recorrerem aos fundos comunitários”.

“Há muito a melhorar em termos de organização da EXPOH”

A articulação existente entre a ADI e o município de Oliveira do Hospital na organização de eventos e outras iniciativas foi também objecto de reparo por parte do vereador Mário Alves que, chegou a falar de “duplo financiamento” no caso da EXPOH.

“Temos que ser transparentes nestas coisas”, observou o social-democrata, considerando que a autarquia “não pode dizer que a organização é da ADI e atribuir-lhe financiamento, e depois a Câmara estar a pagar despesas”. Com a questão das horas extraordinárias do pessoal ainda por resolver, José Carlos Alexandrino admitiu que “há muito a melhorar em termos da organização da EXPOH”, chegando a ponderar que, no próximo ano, a organização da EXPOH fique sob a alçada do município.

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