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Adiada para Dezembro sentença da mulher residente em Almeida que está a ser julgada por suspeita de fraude em exame teórico de condução

A leitura da sentença de uma mulher residente em Almeida que está a ser julgada no tribunal de Tábua por suspeita da prática de fraude durante o exame teórico de condução foi hoje adiada para 2 de Dezembro. Na base deste adiamento está uma intervenção da defesa da Escola de Condução sobre a posição em que se encontrava a câmara de vídeo que a arguida estaria a usar durante o exame.

Segundo a acusação, Emília Monteiro, 43 anos, residente em Almeida, que se inscrevera numa Escola de Condução em Tondela, recorde-se, foi detectada a usar uma câmara de vídeo dissimulada alegadamente numa bandolete, um telemóvel e um aparelho de internet, recebendo instruções à distância enquanto fazia o exame teórico de condução no Centro de Exames de Tábua. O caso, investigado pela PJ do Centro, passou-se em 2019 e a mulher responde por um crime de falsidade informática na forma tentada, em co-autoria com o instrutor de condução e responsável da escola de Tondela, Carlos Alberto, que alegadamente a ajudou, além da própria escola, que a propôs a exame.

Numa sessão anteriror, em que foi submetida a uma acareação com Carlos Alberto e o filho deste, Diogo, a arguida confessou ter pago a Carlos 5 mil euros para passar na prova, mas que, depois dos acontecimentos que levaram à sua detenção pela GNR, terá exigido o dinheiro de volta que foi devolvido “em notas”, em duas tranches. Revelou que lhe deram os aparelhos no dia do exame, que lhe terão pedido para trazer uma blusa com botões e o aparelho (microcâmara) ficaria no meio deles. Sublinhou que o filho de Carlos, que referiu que era também o seu instrutor de condução, dando-lhe aulas teóricas e práticas de condução, e que também compareceu em tribunal como testemunha, é que lhe entregou os equipamentos. Que fora ele quem a transportou de Tondela para Tábua, repetindo aquilo que havia dito durante a primeira audiência do julgamento, ou seja, que não tinha a noção que estava a praticar uma ilegalidade.

 

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