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Adiamento da Expofacic para 2021 em Cantanhede envolve prejuízos materiais e emocionais

O adiamento para 2021 da Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Cantanhede (Expofacic) envolve prejuízos materiais, mas também resulta em danos sociais e emocionais, disse hoje à agência Lusa a presidente daquele município, Helena Teodósio.

“Temos consciência de que o adiamento, neste período de pandemia [de covid-19], tem prejuízos materiais, mas também muito prejuízo imaterial, ao nível emocional, porque o bem que [a feira] poderia fazer [a associações, escolas e coletividades do concelho], este ano não faz”, argumentou a presidente da Câmara Municipal.

O adiamento daquela que seria a 30.ª edição da Expofacic foi divulgado após a decisão do Governo de proibir, até 30 de setembro, festivais de música e eventos análogos, embora a comissão executiva do evento, que é liderada por Helena Teodósio, já tivesse antecipado a sua não realização em 2020.

A decisão de adiar um evento que reúne ao longo de 11 dias, em Cantanhede, centenas de milhar de pessoas em 10 hectares de área (o equivalente a 14 relvados de futebol), mais de 600 espaços de exposição, sete palcos e 42 tasquinhas dinamizadas por instituições locais, foi, segundo a autarca, “muito ponderada” e não deixa de ter “um impacto enorme” nesta cidade do distrito de Coimbra, como na região “ou até no próprio país”.

“Por esta altura já devíamos estar a fazer as primeiras montagens [do certame, agendado entre o final de julho e inícios de agosto], os contratos estavam todos celebrados e essa foi sempre uma preocupação da INOVA [a empresa municipal responsável pela Expofacic], que tem a gestão da parte financeira e gere dinheiros públicos”, explicou Helena Teodósio.

Para além das centenas de empresas ali habitualmente representadas e outras, como supermercados, comércio ou unidades hoteleiras cujos montantes de eventuais perdas a autarquia não consegue contabilizar, juntam-se as coletividades concelhias, nomeadamente as que dinamizam as tasquinhas “que, este ano, vão ter uma quebra grande no orçamento”.

O prejuízo estende-se a artistas locais, como filarmónicas, grupos de cantares, de dança e ranchos folclóricos e outros, nacionais e internacionais, e produtores dos mais de 200 espetáculos previstos nos sete palcos do recinto, às instituições de solidariedade e escolas ali representadas pelas atividades culturais e desportivas que lhes eram proporcionadas, bem como aos muitos emigrantes oriundos de Cantanhede que aproveitavam a feira como “um local de convívio que faz bem à alma e ao coração”, notou Helena Teodósio.

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