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Água Glaciar de Manteigas, que já foi considerada uma das melhores do mundo, pode estar prestas a voltar

Uma fonte da Câmara Municipal de Manteigas, citada pela Rádio Renascença (RR), assegurou que estará por dias o anúncio em Diário da República, do concurso público para concessão de exploração para engarrafamento da água da fonte Paulo Luís Martins, onde se enchiam as garrafas de uma das melhores águas do mundo, a Glaciar, sediada em Manteigas. A empresa está encerrada desde 2019, depois de quatro décadas a laborar, e aquela rádio explica também que recentemente esteve anunciado até 22 de Abril um leilão electrónico para a venda da massa insolvente da Glaciar pelo valor global de 1.076.370,00 euros, mas o mesmo não chegou acontecer.

A Rádio Renascença falou com o director de produção durante 20 anos, Albino Monteiro, de 65 anos, que explicou algumas das razões que levaram ao encerramento de uma empresa que tinha “a melhor água do mundo”, recolhida no glaciar de Manteigas, a 1.400 metros de altitude, e oriunda de um fenómeno geológico, sem nitratos ou nitritos e engarrafada no seu estado natural. E com exportações para mais de 20 países.

“Houve falta de vontade política. A Câmara interpôs uma acção em tribunal a respeito da propriedade da fonte Paulo Luís Martins (fonte de captação da ‘Água Glaciar’), depois os Baldios de São Pedro foram a tribunal dizer que a água pertencia aos Baldios, e ficou declarado em tribunal que a água pertencia à Câmara de Manteigas”, explica Albino. “Entretanto, a Câmara teve autorização para fechar as condutas que abasteciam a empresa e o Pingo Doce apercebendo-se dessa situação, enviou-nos uma carta no dia 26 de Junho de 2019, a dizer que cessavam o contracto connosco, porque não podíamos explorar água que não era nossa, e nós tivemos que fechar”, lamenta.

“Em 2010, a Glaciar ganhou a medalha de ouro no mais prestigiado e antigo concurso de qualidade alimentar do mundo, o Monde Selection, na Alemanha. E em 2011 sai medalhada na International Taste and Quality Institute, em Bruxelas, a sua mais elevada distinção, além de, no mesmo ano, ter conquistado a Grand Gold Medal no Monde Selection 2011, em Bruxelas. E em 2013, no ITQI – Internacional Taste and Quality Institute, em Bruxelas, distinção de uma das três melhores águas do mundo”, refere a reportagem da Renancença.

“Os 14 trabalhadores, incluindo eu, ficaram sem receber ordenado, subsídio de Natal, há colegas a quem ficaram a dever 15 a 50 mil euros e eu, no meu caso, são 53 mil euros, fomos despedidos sem justa causa, não tivemos os 60 dias de pré-aviso”, revelou à RR Albino Monteiro, adiantando que recorreram ao Tribunal do Trabalho.

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