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Al-Qaeda pode ser responsável por ataque que matou 12 pessoas num jornal francês

Os atiradores que hoje invadiram a redacção do jornal satírico Charlie Hebdo e mataram 12 pessoas, deixando vários outros feridos, pertencem à Al-Qaeda, avança o jornal Le Parisien. Testemunhas garantiram ao diário francês que os três atiradores gritaram após o ataque que pertencem à Al-Qaeda, ao mesmo tempo que vociferavam: “Vingámos o profeta”. Segundo a televisão pública France Télévision, os membros da redacção do Charlie Hebdo estavam reunidos quando ocorreu o ataque dos três homens armados com ‘kalashnikov’ e lança-rockets.

Entre os 12 mortos contam-se dois polícias, três cartoonistas e o director do jornal. O número de feridos tem vindo a subir, situando-se agora em 20, dos quais quatro estão em estado grave.

O presidente francês, por seu lado, também já classificou o tiroteio como um “ataque terrorista”. “É um atentado terrorista, não há dúvidas”, disse em declarações aos jornalistas François Hollande, revelando que já foi convocada uma “reunião de emergência com todos os ministros” para discutir questões de segurança. “Os meios estão todos no terreno para garantir a captura dos agressores”, garantiu.

O presidente afirmou que a França “sabia que estava sob ameaça, como outros países do mundo” e que nas últimas semanas as autoridades desmantelaram planos para ataques terroristas no país. Hollande diz que essas ameaças existem porque França é “um país de liberdade”, acrescentando que “ninguém pode pensar que pode agir em França contra os valores da República”.

O jornal Charlie Hebdo tornou-se conhecido em 2006 quando decidiu republicar cartoons do profeta Maomé, inicialmente publicados no diário dinamarquês Jyllands-Posten e que provocaram forte polémica em vários países muçulmanos. Em 2011, a sede do semanário ficou destruída num incêndio de origem criminosa depois da publicação de um número especial sobre a vitória do partido islamita Ennahda na Tunísia, no qual o profeta Maomé era o “redactor principal”.

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