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Alexandrino acredita que os oliveirenses não se vão ‘deixar comer’ pela “matilha que desce ao rebanho”

A candidatura do PS à Câmara de Oliveira do Hospital deu ontem prova da sua capacidade de mobilização ao reunir 1300 oliveirenses num almoço comício que teve lugar em Nogueira do Cravo. Um apoio que redobra a confiança de Alexandrino na vitória frente a uma adversária a quem não basta “ter perna jeitosa e usar mini saia”.

A uma semana das eleições autárquicas que vai determinar o nome do futuro presidente de Câmara Municipal, inflama-se a luta política. Numa evidente medição de forças, a candidatura socialista sobrepôs-se este fim de semana às candidaturas adversárias, juntando 1300 apoiantes no pavilhão da Liga de Melhoramentos de Nogueira do Cravo. Uma moldura humana que surge à imagem daquela que há quatro anos também foi conseguida pelos socialistas e que, dias mais tarde, se traduziu na vitória de Alexandrino à Câmara. Um feito que a candidatura socialista conta repetir, mas com a desejada “maioria confortável” e que chega já a ser vista como um dado adquirido entre os socialistas.

“Todos sabemos que já ganhámos a eleição para a CM, porque é isso que eu sinto no povo”, afirmou ontem o recandidato pelo PS à Câmara Municipal que na certeza de que muitos social democrata vão “pela primeira vez fazer cruz no PS”, se sente na obrigação de esclarecer a candidatura adversária de que, por esta altura, mão valerá acreditar no chavão de que “o concelho tem forte matriz social social democrata”. “Estão enganados” fez notar José Carlos Carlos Alexandrino, informando que “não basta serem do PSD para conseguirem ganhar a Câmara e Juntas de Freguesia”. “O povo oliveirense é inteligente e hoje vota nas pessoas e não nos partidos”, registou ainda o candidato que não tardou também a fazer uso das falas populares para comparar a candidatura PSD e a Comissão Política às “matilhas que descem aos rebanhos”. “Vêem cá ver se comem os cordeiros inocentes para verem se enchem a barriga. Mas o povo não vai deixar àqueles que nem sabiam onde era Oliveira do Hospital”, retratou José Carlos Alexandrino que repudiando as acusações de que foi alvo, de que a continuar assim levaria a Câmara a uma situação de bancarrota – “deve ser para brincarem connosco ou fazer de nós atrasos mentais”, referiu – perguntou à candidatura do PSD e à Comissão Política onde estavam quando foram extintas as cinco freguesias. “Nunca ouvi a candidata defender as freguesias e as pessoas”, afirmou Alexandrino que, indo mais longe nas considerações, apelou a “hipocrisia quanto baste”, porque “estão enganados os que acreditam que basta ter uma perna jeitosa e usar mini saia para ser presidente de Câmara”.

Fortemente aplaudido pela multidão que o apoiava, José Carlos Alexandrino revelou-se confiante no trabalho “fantástico” que realizou no “mandato mais difícil de sempre”, já que, pese embora o “corte de oito milhões de euros”, conseguiu fazer a “maior obra física desde o 25 de abril”. Reafirmando a sua condição de “homem do povo”, Alexandrino transmitiu ainda aos oliveirenses que mais importante que as obras, são as pessoas e resolução dos seus problemas. Ainda sobre as festas, o candidato chega a entender a crítica que lhe é feita pela candidatura adversária por lhe reconhecer visão “curta e redutora”. “Não percebem o que eu fiz, mas perguntem ao comércio e aos hoteleiros, porque desde o 25 de abril que nenhum mandato teve tantos programas de televisão a vender a marca Oliveira do Hospital”.OLYMPUS DIGITAL CAMERA

“Sou dos que acredita que a escolha já está feita”

Naquela que foi até ao momento a maior ação de campanha da candidatura socialista, onde ecoaram várias vozes de apoio, entre as quais a do social democrata José Ricardo que a esta hora garante só poder “estar ao lado de quem está ao lado das pessoas e não ao lado de quem governa contra os cidadãos”, também o candidato à Assembleia Municipal ergueu a voz para notar que ao contrário do que fez o PSD enquanto executivo municipal – “os egos e os amiguismos estiveram à frente dos principais interesses do concelho”, frisou – a atual equipa camarária preocupou-se em “ouvir todos os oliveirenses”. “Honrámos os compromissos e iniciámos política de diálogo com os presidentes de Junta e por isso cinco deles estão no nosso projeto e já quase todos manifestaram apoio a esta candidatura ”, registou ainda António Lopes que, esclarecendo os que acusam o executivo de se ter pautado pela política da “festa” em vez da “obra”, que pese embora o corte de oito milhões, a Câmara fez obra e diminuiu a dívida em 1,2 milhões de Euros.

“Os números dão a resposta”, sustentou o candidato que a uma semana das eleições entende que a escolha a fazer no dia 29 de setembro “é fácil”. “E sou dos que acredita que já está feita”, disse ainda António Lopes que, à semelhança do que tinha sido feito pelo mandatário da candidatura socialista, António Campos, apelou à participação massiva dos oliveirenses no ato eleitoral. “Não podemos ficar em casa”, rematou.

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