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Alexandrino acusa alguns médicos de “boicote” ao SAP “numa tentativa de ele fechar” e coloca em causa qualificação de um clínico

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital teceu hoje duras críticas a “alguns médicos” do Centro de Saúde que se recusam a fazer horas extraordinárias no SAP, optando por “as fazer noutro lado com segundas intenções”. Em declarações recolhidas pela Rádio Boa Nova, José Carlos Alexandrino denunciou aquilo que classifica como uma situação de “boicote” por parte de médicos ao Serviço de Atendimento Permanente (SAP) “numa tentativa de ele fechar” e chega mesmo a colocar em causa as qualificação de um médico ali colocado.

“A colocação de alguns médicos é inadmissível. Foi colocado aqui um, sobre o qual temos dúvidas sobre a sua qualificação”, diz o autarca, acusando depois a atitude alguns clínicos de fazerem de tudo para encerrar aquele serviço. “Uns têm feito para que funcione, mas há alguns que hoje boicotam o SAP de Oliveira do Hospital numa tentativa de ele fechar”, acusa, frisando que há médicos que se recusam a fazer ali horas extraordinárias e as vão realizar noutros locais. “E isso com segundas intenções”.

“Por várias vezes o SAP tem estado na iminência de não ter médico na escala de serviço”, lamenta José Carlos Alexandrino que defende a independência do SAP do Centro de Saúde. “Tem de haver outro modelo de colocação dos médicos no SAP e temos de lutar por umas urgências a sério, 24 horas por dia, com raio X, análises e exames complementares. Isso é fundamental para o concelho”, frisou adiantando que está a negociar com o ministro da Saúde e que este lhe prometeu que virá brevemente a Oliveira do Hospital para visitar o Centro de Saúde, a FAAD e para realizar uma reunião de trabalho na Câmara Municipal. “Precisamos de ir mais longe na área da saúde. O SAP não pode ser um entreposto para Coimbra”, referiu.

O autarca explicou ainda que não aceita o facto de os oliveirenses terem que se deslocar para Arganil e depois para Coimbra. “É contra isto que me revolto”, frisa, sublinhando, porém que nada tem contra o Serviço de Urgência Básico (SUB) de Arganil, mas sempre deu a entender que se fosse ele presidente de Câmara naquela altura, aquele serviço teria ficado em Oliveira do Hospital.

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