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Alexandrino denunciou “pressões” de candidato do PSD à Junta de Avô na Inspeção Geral de Saúde (Com vídeo)

A candidatura socialista acaba de denunciar junto da Inspeção Geral de Saúde as alegadas “pressões” feitas pelo candidato do PSD à Junta de Avô, José Carlos Martins, no exercício da sua profissão.

O suposto caso que chegou a ganhar maior dimensão na rede social facebook pela mão do socialista e avoense Rodrigues Gonçalves extravasou o debate político concelhio para chegar às superiores instâncias da saúde, em concreto a Inspeção Geral de Saúde.

A informação foi ontem à noite transmitida no Centro Cultural Dr. Vasco de Campos, em Avô, pelo presidente e recandidato socialista à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital que ali foi para levar a efeito uma sessão de esclarecimento e prestar apoio ao candidato socialista à Junta de Freguesia, Afonso Jorge. “Acabo de enviar para a inspeção geral de saúde uma denúncia colocando dois nomes de pessoas de Avô que foram pressionadas quando o candidato estava no desempenho do seu cargo profissional”, informou José Carlos Alexandrino que disse não poder aceitar que o candidato do PSD à junta use “a sua atividade profissional para pressionar as pessoas”, porque “o Estado paga-lhe não é para dizer às pessoas que têm que votar nele”, mas antes para “tratar os cidadãos independentemente da sua cor política ou opção partidária”. Em causa está José Carlos Martins, um “candidato que que foram buscar, que não tem nada com Avô, mas por cá dançar umas modas no rancho”. “O que eu estranho é o rosto de pessoas por quem tenho consideração e que  o acompanham. Fico boquiaberto”, insistiu o cabeça de lista dos socialistas à Câmara Municipal que apesar de confiante na vitória de Afonso Jorge em Avô, rejeita desde já uma coligação com o PSD no caso de vencer sem maioria. “Não podemos fazer coligação com pessoas que andam na rua a dizer mal de nós, para depois me andarem a beijar os pés. Não quero essa gente comigo”, assegurou, vendo de bom grado uma coligação com o movimento independente que se formou na freguesia. “Passa-se por aí um conjunto de vergonhas, dizendo que não fizemos nada por Avô, mas a consciência não me atraiçoa”, registou ainda o candidato socialista certo de que foi feito “o que foi possível”, entregando mais de 53 mil Euros às coletividades e descentralizando cerca de 78 mil Euros para a Junta de Freguesia.

José Carlos Alexandrino falava assim numa das duas sessões de esclarecimento que realizou no dia de arranque oficial da campanha autárquica e onde teve oportunidade de reiterar aquela que volta a ser a prioridade da sua candidatura à Câmara Municipal: as pessoas. “Se votarem em mim, votam num homem que sente as pessoas, porque os munícipes não são números”, assegurou Alexandrino, garantindo estar a dar a cara por um projeto humanista e que “coloca as pessoas à frente da obra física”.

Obra que Alexandrino está certo de ter feito num esforço de “olhar o concelho num todo” e de dar atenção maior a freguesias “secas de investimento”. A melhoria da qualidade de vida nas freguesias de Seixo da Beira e Penalva de Alva e, em particular, na Moita, Formarigo e Carvalha que há muitos anos aguardavam pela rede de saneamento básico é motivo de orgulho para Alexandrino que só lamenta não ter sido presidente de Câmara no mandato anterior. “Com oito milhões faríamos muitas obras”, assegurou o autarca que, ainda assim, destaca a capacidade que o executivo teve em conseguir financiamento comunitário como “o concelho nunca teve” e em levar por diante uma gestão municipal digna de elogio por parte dos eleitos pelo PSD na Assembleia Municipal.

“Eu não aumentei a dívida”, clarificou Alexandrino, informando que houve a preocupação em amortizar o empréstimo contraído pelo anterior executivo municipal. Às críticas de despesismo na organização de eventos, o socialista responde com o argumento de que mais não foi feito do que um investimento na marca de Oliveira do Hospital, para que o concelho seja notícia por bons motivos e não porque “alguém matou alguém”, pelos “incêndios” ou existência de “ratos” na cidade.
Apostas que o autarca entende acertadas numa altura em que se candidata a um último mandato onde assegura continuar empenhado na criação de emprego, por via do apoio de micro projetos.

“Quem diz que não fizemos obra é por ignorância ou má fé”

Alertando para o facto de num mandato o corte de transferências do Estado somar oito milhões e de ainda assim o executivo ter conseguido reduzir a dívida em 1,2 milhões de Euros, o recandidato do PS à Assembleia Municipal só pode interpretar as críticas vindas da oposição como decorrentes da “ignorância” ou da simples “má fé”.

“A Câmara executou 37,7 por cento do seu orçamento”, informou António Lopes, erguendo a bandeira do saneamento para lembrar que, enquanto em 32 anos de governação PSD na Câmara se fizeram quatro ETARs, nos últimos quatro anos construíram-se 14. “Deu-se um avanço muito significativo”, regista o candidato pelo PS que chega a compreender o desconhecimento dos adversários que “agora vêm de Coimbra e por isso não conhecem os buracos onde estão as ETARs”.

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