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Alexis Tsipras, defensor de uma política apreciada pelo vice-presidente da CM Oliveira do Hospital, demite-se e convoca eleições na Grécia

Alexis Tsipras anunciou hoje à Grécia que irá avançar com as eleições antecipadas, demitindo-se do cargo de primeiro-ministro. “Em breves momentos irei apresentar a minha demissão e a demissão do meu governo ao presidente [Prokópis Pavlópoulos]”, declarou Tsipras num anúncio às televisões gregas. O líder do Governo admitiu que não cumpriu as promessas que fez antes das últimas eleições. É a demissão de um homem que liderou um governo apreciado pelo vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, para quem a vitória do Syriza representava “um evidente sinal de mudança política”. Francisco Rolo por várias vezes defendeu na sua página do Facebook a opção dos gregos ao escolherem aquele partido de esquerda como forma de dizerem não à austeridade.

“Os cidadãos gregos, em referendo, disseram não a mais austeridade imposta. Disseram não a mais empobrecimento”, explicava o vice-presidente da autarquia de Oliveira do Hospital num dos seus posts após a vitória do não por larga maioria na Grécia. Francisco Rolo logo na altura da vitoria do Syriza, em Janeiro, assegurava também nas redes sociais que estes eram “sinais da derrota dos defensores da austeridade bruta, dos cortes a todo o custo…”. “É a derrota da política do empobrecimento geral e da destruição do Estado retalhado sem critério”, escreveu, adiantando que esta era “a derrota das políticas de austeridade e um evidente sinal de mudança política”. O autarca censurou muitos comentadores que se limitavam a criticar a eleição do Syriza e deixou no ar que esta opção grega teria eco a nível nacional. “Ou estarão convencidos que em Portugal a opção política do empobrecimento não terá consequências?”, questionava.

Ao fim de oito meses o Primeiro-ministro abandona seu cargo depois de ter selado um acordo com Bruxelas um pacto para a realização do terceiro resgate. “Entrego a minha demissão porque já esgotei o mandato que o povo me deu nas eleições de Janeiro”, acrescentou Tsipras, sublinhando que o acordo que conseguiu com os parceiros internacionais foi o melhor possível para a Grécia.

O responsável indica, ainda, estar “orgulhoso” do tempo que esteve na frente do governo grego e que a Europa já não é a mesma desde que o Syriza chegou ao poder. Agora, o povo “deve decidir com o seu voto se tomamos as decisões acertadas”, afirmou Tsipras, referindo-se às eleições antecipadas.  Alexis Tsipras terminou colocando uma questão ao gregos: querem no poder quem “fez de tudo para salvar a Grécia”, quem teve a “coragem” de enfrentar os credores e se consideram que o acordo vai levar o país “à recuperação”, devem votar Syriza.  Admitiu, contudo, que o seu governo “não cumpriu” as promessas que fez antes das últimas eleições, daí o seu pedido de demissão.

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