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Aluna da Universidade da Beira Interior estuda nanovacina para a COVID-19

Uma aluna da Universidade da Beira Interior (UBI) recebeu uma bolsa para trabalhar no desenvolvimento de uma nanovacina preventiva e terapêutica contra a covid-19, anunciou hoje aquela instituição de ensino superior sediada na Covilhã. “Este projecto insere-se na área de investigação do grupo biofármacos e biomateriais e tem como principal objectivo o desenvolvimento de uma nanovacina preventiva e terapêutica contra a doença covid-19”, refere a UBI em nota de imprensa.

Segundo a informação, o projecto está a ser desenvolvido por Dalila Eusébio, aluna de doutoramento em Biomedicina, e conta com orientação científica de Ângela Sousa e Diana Costa, ambas investigadoras na UBI, e do Professor Zhengrong Cuim da Universidade do Texas em Austin, nos Estados Unidos da América. Com o nome ‘Mannosylated minicircle DNA nanovaccine against covid-19’, esta investigação está a decorrer no Centro de Investigação em Ciências da Saúde da UBI (CICS-UBI) e foi contemplada com uma bolsa de investigação da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no âmbito do concurso concurso “Doctorates 4 covid-19”.

A UBI também especifica que, durante o estudo, “serão explorados processos biotecnológicos para a obtenção de um vetor de DNA inovador, o DNA minicircular (mcDNA), que vai codificar as proteínas antigénicas ‘Spike’ e ‘Nucleocapsid’ do coronavírus da síndrome respiratória aguda grave 2 (SARS-CoV-2)”.

Posteriormente, o nanosistema que revelar melhores resultados será convertido em pó seco e serão realizados estudos de imunização em ratos, através da nebulização do pó seco directamente na cavidade nasal, para avaliar a capacidade desta nanovacina induzir as respostas imunes pretendidas contra as proteínas antigénicas do SARS-CoV-2. “Espera-se que este tipo de administração aumente a eficiência da vacina uma vez que a cavidade nasal é a via de entrada primária do vírus. Além disso, a conversão da vacina em pó seco irá fornecer uma modalidade de vacinação mais atractiva, reduzindo o risco biológico, a dor e o stress causado pelo uso de agulhas”, acrescenta.

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