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Álvaro Amaro é outro dos nove arguidos de contratos suspeitos, já o presidente da CM do Sabugal não foi acusado

O ex-presidente das câmaras de Gouveia e da Guarda é um dos nove arguidos num processo de contratos suspeitos com uma empresa de construção, que terão recebido cerca de quatro milhões de euros de vantagens ilícitas. O Ministério Público acusou ontem e pede devolução das verbas ao Estado e perda de mandatos políticos quando forem julgados. Na Câmara do Sabugal, também foram imputadas ilegalidades ao ex-presidente da autarquia, Manuel Rito Alves, entretanto falecido. O seu vice, António Robalo, agora a presidir ao município, não foi acusado.

O ex-autarca do PSD da Guarda e Gouveia, refere o semanário Expresso, é um dos nove acusados num processo de corrupção, prevaricação de titular de cargo político, branqueamento de capitais e participação económica em negócio. O Ministério Público de Coimbra alega “conluio” entre a empresa de construção MRG – Manuel Rodrigues Gouveia e responsáveis dos municípios de Gouveia, Trancoso, Sabugal e Alcobaça na adjudicação e contratos de parcerias público-privadas (PPP), entre 2007 e 2011, para construção de equipamentos.

O DIAP de Coimbra avança que em alguns casos as empreitadas não chegaram a realizar-se, tendo a empresa arrecadado ganhos ilícitos de 3,5 milhões de euros, segundo o “Jornal de Notícias”. O eurodeputado social-democrata é acusado de prevaricação, tal como Luís Tadeu, seu ex-vice presidente na Câmara de Gouveia. Mais dura é ainda a acusação contra Júlio Sarmento, ex-autarca de Trancoso, indiciado por prevaricação, participação económica em negócio, corrupção passiva e branqueamento de capitais.

Na investigação, a PJ de Coimbra recolheu provas que apontam que Sarmento terá recebido “vantagens indevidas de cerca de 560 mil euros, dissimuladas através de familiares”. Ao todo, serão cinco casas em Trancoso, na Guarda e Vilamoura, que já terão sido detectadas como suspeitas noutro processo – mas que não serviram de prova – no qual Sarmento foi acusado em 2019, por falsificação de documentos e participação económica em negócio.

(Fonte:  semanário Expresso)

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