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André Ventura diz em Viseu que um dia “a maior revolução em Portugal não será o 25 de Abril”, mas o “Chega”

O líder e deputado único do partido Chega, André Ventura, fez, no sábado, em Viseu o primeiro comício enquanto candidato a Presidente da República e prometeu “quando lá chegar, acabar com reuniões de cabaré”. “Às vezes dizem que não vou às reuniões com o Presidente da República ou aos encontros com o primeiro-ministro, é verdade, porque é aqui [na rua] que eu faço falta, porque para ter reuniões de cabaré já temos muitos políticos disponíveis para isso, já temos muitos. Precisamos é de políticos que não venham ter com vocês só quando há eleições”, acusou André Ventura. “Um dia, quando se fizer a história do século XXI português, há uma coisa que podem estar certas. Vão dizer que a maior revolução que houve em Portugal nem sequer se chamou 25 de Abril, chamou-se Chega”.

No Parque da Radial de Santiago, em Viseu, o líder do Chega realizou o seu primeiro comício enquanto candidato a Presidente da República, nas eleições de 2021. E durante mais de meia hora não poupou críticas a ninguém, da esquerda à direita e ao Presidente da República. Começou por dizer que era “uma enorme vergonha”, no meio de “um dos momentos mais difíceis da história”, na sequência da pandemia de Covid-19, Mário Centeno ter feito “as malas” e ter ido “para o Banco de Portugal”.

“Marcelo Rebelo de Sousa, desde que se conheceu a acusação do caso do BES, desapareceu. A única coisa que disse é que é um bom sinal para a justiça. Ele que fala sobre todos os assuntos, desde o tempo, à praia, os mergulhos, agora tocou ao amigo Ricardo Salgado e não há mais conversa sobre nada”, acusou. E continuou com o caso BES. “Agora a justiça que funcione e, se não funcionar, também não há grande problema, agora as coisas que fiquem mais para a frente. Este é o país que temos, é o país em que à frente da câmara se diz uma coisa e depois vai-se de férias com o Ricardo Salgado para o Brasil num barco qualquer privado”.

Aos apoiantes, disse que os partidos mais à esquerda, como o Bloco de Esquerda e o PCP, “passam a vida a criticar (…), mas quando chegou o momento de aprovar o orçamento socialista deram a mão ao partido socialista”, o que, no seu entender, “é uma vergonha”. Rui Rio também não passou incólume e André Ventura criticou a vontade do “PSD em querer acabar com os debates com o primeiro-ministro na Assembleia da República” e reduzi-los “a quatro vezes num ano”, lembrando que, actualmente, são quinzenais. E lamentou que António Costa estivesse “de mão estendida para a Europa a pedir dinheiro para resolver os problemas desta pandemia” e, também por isso, disse que quer fazer uma campanha de “mudança de sistema” em Portugal. E lembrou: o Chega é a “terceira força política, segundo as sondagens”.

“Há um ano ninguém dizia que isto era possível”, sublinhou, afirmando que o partido “ficará na história como um dos movimentos mais impressionantes” de Portugal. “Um dia, quando se fizer a história do século XXI português, há uma coisa que podem estar certas. Vão dizer que a maior revolução que houve em Portugal nem sequer se chamou 25 de Abril, chamou-se Chega”, concluiu.

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