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António Lopes acusa autarquia de continuar a gastar em “festas e futebol”, esquecendo a saúde

O presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital garantiu na última Assembleia Municipal que a Unidade Móvel de Saúde, que neste momento se encontra parada, vai começar a funcionar logo que esteja ultrapassado o impasse na contratação de enfermeiros. O autarca explicou ainda que numa primeira fase esta unidade vai actuar em três freguesias piloto, S.Gião e Lourosa, seguindo-se a Aldeia das Dez. José Carlos Alexandrino sublinhou igualmente que tem desenvolvido todos os esforços para salvaguardar a saúde no concelho. O discurso do autarca recebeu vários elogios da bancada do PS, mas não colheu junto do eleito António Lopes que acusou a autarquia de continuar mais preocupada em gastar dinheiro “em festas e futebol” do que em saúde, uma rubrica onde ainda não aplicou um cêntimo da verba orçamentada para este ano.

Ponto I-page-009“Fiquei empolgado com o discurso do Sr. Carlos Artur e quase me vieram lágrimas aos olhos com o discurso do Sr. Presidente. Mas a verdade é que vejo aqui que o dinheiro continua a ser gasto no futebol e festas e nada em termos de saúde. Nem um euro”, acusou António Lopes exibindo um documento da autarquia sobre a execução orçamental nestes primeiros dias do ano, o qual demonstra que o investimento em Cultura, Desporto, Juventude e Tempos Livres, já vai em 142.652,82 euros (cerca de 30 por cento do total gasto em todas as rubricas), mas não desembolsou qualquer verba , dos 210 mil euros previstos para este ano, em termos de saúde.

O mesmo documento, de resto, mostra que outra das áreas sociais, a Família, Solidariedade e Acção Social, também tem recebido pouco investimento por parte da autarquia. Esta área encontra-se dotada de 784,5 mil euros, mas até ao momento só foram aplicados cerca de 3, 5 mil euros. “Mude de táctica Sr. Presidente”, aconselhou ironicamente António Lopes, recordando que quem primeiro começou a atacar a saúde foi um ministro socialista, Correia de Campos, numa resposta às fortes criticas de José Carlos Alexandrino ao Ministério da Saúde.

Antes, José Carlos Alexandrino tinha explicado que a Unidade Móvel de Saúde, “onde a autarquia investiu muito dinheiro”, tem de ser colocada em funcionamento. O autarca frisou ainda que a Administração Regional de Saúde cedeu finalmente dois enfermeiros para alavancar o projecto. O autarca referiu ainda que continua empenhado em resolver o problema da falta de médicos e que apresentou uma alternativa aos responsáveis governamentais que solucionava o problema. A ideia, explicou, recebeu um parecer positivo por parte da tutela, mas nunca foi colocada em prática. “E isso já foi há muito tempo”, concluiu.

 

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