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António Lopes diz que saída de Liliana Lopes se deveu a linha editorial do CBS e acusa “encomendadores de notícias” de lhe deverem mais de 232 mil euros

António Lopes aplaude declarações do presidente do SC da Covilhã por irem contra o que “o tribunal considerou”

António Lopes vai solicitar ao tribunal da Covilhã a reapreciação da prova no processo com o Sporting Clube da Covilhã e cuja sentença, proferida no dia 19 de fevereiro, lhe foi desfavorável.

A motivar a tomada de decisão por parte do ex presidente da Assembleia Geral do Sporting Clube da Covilhã estão as declarações que o presidente da direção do clube, José Mendes, proferiu à Centro TV e durante as quais informa que António Lopes foi distinguido como “sócio de mérito por ter dado ao clube mais ou menos 119 mil Euros”.

Afirmações que, segundo o antigo presidente da Assembleia Geral do clube, contrariam o que as testemunhas declararam no tribunal e serviu de base à sentença, no âmbito de um processo que foi movido por António Lopes, com o objetivo de ver devolvido um montante que emprestou e “não doou” ao clube de 129 mil Euros, “como atesta recibo de empréstimo emitido pelo clube”. Em sentença proferida no dia 19 de fevereiro deste ano, o tribunal da Covilhã não deu razão a António Lopes, ficando provado que o à data presidente da Assembleia Geral do SC Covilhã tinha dado ao clube um montante total de 348,765,65 Euros, tendo por isso sido distinguido “sócio de mérito” do clube. António Lopes garante que em nenhuma ata do clube há registo da doação daquele montante, pelo que avançou com recurso junto do tribunal da relação no dia 26 de março de 2014.

Para António Lopes, a declaração de José Mendes à Centro TV não poderia ser mais oportuna pelo facto de o ajudar a provar a “lisura do pedido” em tribunal. “Ele vem dizer o que o tribunal não considerou”, afirmou ao correiodabeiraserra.com o ex presidente da Assembleia Geral do SC da Covilhã que, no imediato, conta pedir ao tribunal da Covilhã a “reapreciação da prova”, tomando por base as declarações do presidente do clube. “Se com cheque estão comprovados 348 765,65 Euros e se o presidente diz que só dei 119 mil Euros, então tenho razão em ir a tribunal, ou não?”, questiona António Lopes. No total, entre cheque e numerário, António Lopes assegura ter canalizado para o clube à volta de 500 mil Euros, “um dado, outro emprestado”. “Em tribunal peço a devolução do que tinha sido emprestado”, esclarece o ex presidente da Assembleia Geral do Clube.

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À margem deste processo, António Lopes tem feito esforços no sentido de averiguar o destino dado a três cheques (dois de 10 mil euros e um de 50 mil Euros) que assegura ter entregue a José Mendes, desconhecendo porém o rumo dado àquele montante, uma vez que aqueles valores “não constam da contabilidade do clube”. Ao presidente do Clube, António Lopes enviou no passado dia 23 de dezembro uma carta a solicitar esclarecimento sobre o destino dado aos três cheques e a apresentação “dos extratos bancários onde eles estão referenciados como entrada e os 30 dias posteriores”, sob pena de “solicitar auditoria às contas do clube”.

A polémica instalada no Sporting Clube da Covilhã envolvendo o ex presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital subiu de tom depois de António Lopes ainda na função do cargo ter colocado em causa a utilização dada por José Mendes a dinheiro que canalizou para o clube “Saí do Sporting Clube da Covilhã onde dei 500 mil Euros . Comprou um apartamento ao lado e não tenho dúvidas de que foi com o meu dinheiro”, disse em reunião da Assembleia de 26 de abril. Levada a conhecimento de José Mendes, a declaração já foi contrariada pelo presidente do Clube que disse tratar-se de “uma pura mentira” e ter intenções de levar António Lopes a tribunal para “provar a afirmação que fez”.

Para além de apontar o dedo a José Mendes na questão dos três cheques, António Lopes refere que o presidente do clube, enquanto empresário de futebol “não cumpriu o que tinha acordado de não cobrar comissão de 10 por cento aos jogadores enquanto o clube tivesse dívidas”. “Daí eu dizer que com a questão dos cheques e das comissões, fui eu que comprei o apartamento”, conclui.

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