Home - Destaques - António Lopes diz que socialistas foram “muito ponderados e moderados” ao não decidirem pela sua demissão

António Lopes diz que socialistas foram “muito ponderados e moderados” ao não decidirem pela sua demissão

Apesar de convidado a sair com “dignidade”, António Lopes considerou este sábado, em entrevista à Rádio Boa Nova, que os socialistas foram “muito ponderados e moderados” quando na última reunião da Assembleia Municipal não fizeram uso das regras regimentais para a sua demissão, situação que encararia como “naturalíssima”.

António Lopes foi à última Assembleia Municipal romper a ligação que tinha com o projeto socialista e foi convidado por algumas vozes do partido por que foi eleito com grande maioria a “sair com dignidade”. Menos de um mês depois, o presidente da Assembleia Municipal dá o diferendo que tinha com o presidente da Câmara Municipal por resolvido e aprecia até a postura tida pela bancada socialista na turbulenta reunião da Assembleia Municipal. “Eles são muito ponderados e muito moderados porque eu ia preparadíssimo para abrir a Assembleia e pouco mais. Isto tem regras”, afirmou António Lopes em entrevista à Rádio Boa Nova, contando estar à espera de naquela reunião ser destituído das funções de presidente da Assembleia Municipal. “Se o PS tem lá chegado e cumprido as regras regimentais para a minha demissão, politicamente acho isso corretíssimo”, referiu em entrevista à Rádio Boa Nova, entendendo ser aquela postura “naturalíssima” quando “um indivíduo é eleito e um ou dois meses depois questiona um conjunto de coisas”.

Uma moderação que António Lopes acabou também por seguir, escusando-se a abrir o livro tal como prometera na semana imediatamente a seguir, vindo somente a público quase um mês depois para anunciar que as arestas foram limadas e que as feridas terão sido entretanto tapadas. Em cima da mesa estiveram porém situações de favorecimento por via da admissão na Câmara Municipal e o desacordo em torno da publicação do Boletim Municipal em formato de jornal.

“Os socialistas também pagam impostos e também têm direito ao emprego” e “cinco ou seis pessoas no contexto de 150 e não se pode considerar favoritismo”, entende agora António Lopes que, no caso do jornal, nega ter-se oposto àquela publicação por a mesma ter associada a contratação de Henrique Barreto – “é um profissional de mão cheia”, frisou – mas antes por não concordar com o modelo e formato que lhe mereceram a comparação com a “Caras”. “Soube do jornal quando o vi na rua. Não é motivo para ficar muito satisfeito por não ter conhecimento prévio do conteúdo e configuração”, referiu António Lopes, informando ter chegado a consenso com o presidente da Câmara para que o próximo número seja um documento “mais sóbrio no que respeita à informação do município”.

Numa entrevista onde se recusou a colocar a nu os casos de favorecimento e onde assumiu ter solicitado ao presidente um lugar na Câmara para um elemento da Concelhia Socialista, vontade que ainda não viu cumprida, António Lopes admite não ter a “mesma visão” que o presidente da Câmara tem sobre alguns assuntos, mas compromete-se a tal como no mandato anterior exercer a sua “magistratura de influência” junto de José Carlos Alexandrino.

“ Não quer que venha para aqui com uma faca e um alguidar e sangrar o senhor presidente da Câmara e o Partido Socialista.”

Apesar de dar as feridas como saradas, António Lopes reafirma que a sua bandeira está acima dos partidos. “Isso é clarinho. Quem estiver à espera que eu vá atrás da bandeira, varra para debaixo do tapete, em prejuízo da bandeira do concelho, esqueça”, avisou o presidente da Assembleia Municipal, informando de igual modo que “para cumprir a lei não tenho que pedir favores a ninguém”. “Sou homem de um pensamento só. Quando é oportuno venho a terreiro dizer o que penso e agir em conformidade”, referiu.

Numa entrevista em que primou pela moderação – “ não quer que venha para aqui com uma faca e um alguidar e sangrar o senhor presidente da Câmara e o Partido Socialista”, frisou – António Lopes confessou ser “amigo de peito” de José Carlos Alexandrino e que aquela “foi uma questão que pesou” na resolução do diferendo que vinham mantendo. “Na política tenho posições divergentes até dentro do meu partido, sou um bocado insatisfeito e às vezes não sou fácil de gerir. Mas não confundo as questões políticas com as pessoais”, rematou o eleito.

LEIA TAMBÉM

Autoridades de La Palma agradecem donativo da MAAVIM

O Governo regional do arquipélago das Canárias agradeceu hoje via email o donativo de 500 …

Padre investigado por alegadamente assediar menor em Viseu 

O Ministério Público está a investigar um padre da diocese de Viseu, de 46 anos, …