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António Lopes e José Carlos Alexandrino evidenciam “mal estar político”

No rescaldo de uma esmagadora maioria absoluta, os presidentes da Câmara e Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital não conseguem esconder o “mal estar político” entre ambos. A concelhia do PS reuniu, no sábado passado, para analisar a situação.

Parceiros nas eleições que há quatro anos colocaram o poder municipal nas mãos dos socialistas e  nas autárquicas que, em setembro passado, resultaram numa esmagadora maioria absoluta para o PS, José Carlos Alexandrino e António Lopes dão por estes dias sinais de verdadeiro desentendimento.

A motivar o evidente “mal estar político”, está a oposição interna que o presidente da Assembleia Municipal vem fazendo à politica de admissão de pessoal levada a cabo pelo executivo de José Carlos Alexandrino. Em causa estão os designados POC, a contratação por via do programa Ativos Sociais e estágios profissionais entendidos por José Carlos Alexandrino como uma forma de dar novo alento às famílias que por esta altura passam por momentos de dificuldades devido à onda de desemprego a que o concelho não consegue ficar alheio, mas que estará longe de colher o aval do presidente da Assembleia Municipal pela forma como aquela política de admissão tem vindo a ser dinamizada.

De acordo com informação apurada por este diário digital, aquele foi um dos pontos em discussão na reunião da Comissão Política Concelhia do PS oliveirense, realizada ao final da tarde do último sábado, com o presidente da Assembleia a mostrar um “cartão vermelho” ao critério que vem sendo seguido pelo executivo de admissão de pessoal por via de supostas “relações de amizade e ligações políticas”.

O que, porém, terá feito transbordar a gota de água do copo foi a opção do executivo de José Carlos Alexandrino de transformar o boletim municipal num jornal de informação municipal e que aos olhos do presidente da Assembleia Municipal – como referiu na reunião dos socialistas – não será mais do que um meio de “propaganda barata” e de “culto da personalidade”.

Ânimos exaltados numa reunião do partido que, em setembro passado alcançou uma maioria estrondosa em Oliveira do Hospital e teria todas e mais algumas razões para comemorar. Não acontece porém, com o presente a deixar transparecer feridas herdadas de um passado muito recente, muito por força de opções tomadas em período de campanha eleitoral e que não terão sido aceites por unanimidade.

Um “mal estar político” que é, contudo desvalorizado pelo recém eleito presidente da concelhia socialista do Partido Socialista. “Há de facto pontos que têm que ser esclarecidos, mas acredito que este mau estar é passageiro”, referiu ao correiodabeiraserra.com Carlos Maia, certo de que “tudo isto se vai ultrapassar”. “As pessoas têm é que ter bom senso”, referiu.

Confrontado por este diário digital, António Lopes escusou-se a prestar qualquer declaração. “Não tenho por hábito comentar o que se passa entre quatro paredes”, referiu, notando que “o que tiver a dizer será em reunião da Assembleia Municipal” que se realiza no próximo sábado, 28 de dezembro.

Semelhante postura foi seguida pelo presidente da Câmara Municipal que logo rejeitou fazer qualquer comentário. “Da minha parte tenho é que estar concentrado no trabalho em prol do concelho”, referiu José Carlos Alexandrino, avisando que “se há mau estar não é da minha parte”. “Quando tenho qualquer problema falo cara a cara”, registou o autarca.

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