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António Lopes entregou denúncia no MP contra a autarquia de Oliveira do Hospital por alegados licenciamentos ilegais

O eleito António Lopes apresentou hoje uma denúncia no Ministério Público (MP) contra algumas decisões tomadas pela autarquia de Oliveira do Hospital. O homem que foi eleito para liderar a Assembleia Municipal quer ver esclarecidos vários licenciamentos, entre eles, e especialmente, como foi mantida e posteriormente aumentada uma construção de 545 metros quadrados “supostamente” em Zona de Reserva Ecológica Nacional (REN). António Lopes quer também que a justiça apure a legalidade do processo dos subsídios solicitados pela vogal da Sociedade Recreativa Ervedalense (SRE) sem conhecimento da direcção daquela instituição.

Na denúncia, a que o CBS teve acesso, António Lopes refere que a vogal da SRE, que ocupa também o cargo de secretária do presidente da autarquia, fez os pedidos em papel normal, sem carimbo da instituição e sem poderes para o efeito.

Sobre os licenciamentos, aquele eleito lembra que o problema daquela obra, construída entre as eleições e a tomada de posse de 2009, foi discutido em 2 de Março, em Reunião de Câmara, mas nunca foram cabalmente esclarecidas as condições de licenciamento. “A construção, a nosso ver, por se tratar de zona REN, é ilegal”, pode-se ler na denúncia.

Entre outros assuntos, António Lopes quer ver igualmente clarificadas as contas referentes às festas do queijo. Um dos aspectos que intriga o denunciante é o facto de o evento de 2012 ter consumido só em refeições mais de 30 mil euros.

“Está sempre a provocar nas Assembleias Municipais que lhe dei seis meses e que ainda lá está. Tenho algumas capacidades, mas ainda não mando na justiça. No que depender de mim não quero que lhe falte nada. Queria resolver o problema politicamente, mas como de regras de política, entenda-se democráticas, o senhor presidente percebe pouco e não quer aprender nada, fui obrigado a recorrer ao Ministério Público. Pretendo apenas uma política de transparência e ver se evito que continuem a fazer mais mal ao concelho”, explicou António Lopes em declarações ao CBS.

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