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António Lopes “lima arestas” com Alexandrino e afasta cenário de crise política (com vídeo)

Não foi preciso um mês para que o presidente da Assembleia Municipal de Oliveira do Hospital recuasse na decisão de se desvincular do projeto socialista. Esta manhã, na prometida conferência de imprensa, Lopes não “abriu o livro”, mas disse ter “limado arestas” com José Carlos Alexandrino.

“Conscientes das responsabilidades e votação que o eleitorado nos confiou limámos as arestas e acertámos formas de melhor funcionamento para o futuro”, informou esta manhã, em conferência de imprensa, o presidente da Assembleia Municipal, dando assim por resolvido o diferendo que nos últimos meses se vinha adivinhando entre si e o presidente da Câmara Municipal e cuja dúvidas foram dissipadas no decorrer da última reunião da Assembleia.

Um diferendo que chegou a fazer adivinhar um cenário de forte crise política no seio do projeto socialista que dava sinais de não saber lidar bem com a esmagadora maioria absoluta que o povo de Oliveira do Hospital lhe confiou. Terá sido contudo, este o motivo, que mais pesou no período de tempo que mediou entre a polémica reunião da Assembleia Municipal e o encontro que António Lopes teve esta manhã com os jornalistas. “Na eventualidade de esperarem um bocadinho de sangue, tapamos as feridas”, assim referiu, em jeito de brincadeira, António Lopes, justificando do mesmo modo o atraso na realização da conferência que, como anunciou, deveria ter acontecido na primeira semana de janeiro, não se tendo verificado com o propósito de que “os principais responsáveis tentassem limar as arestas que eventualmente existissem”. “Foi isso que foi feito durante quase um mês”, partilhou António Lopes, revelando que o “aperto de mão” aconteceu no último sábado em nome da relação de amizade que os une e “conscientes das responsabilidades que temos no município”. “Temos cerca de 70 por cento dos votos e 81 por cento dos eleitos. Naturalmente que não era de ânimo leve que o presidente da Assembleia ia criar uma crise política com as dimensões que se estavam a adivinhar”, observou esta manhã António Lopes que, ainda assim, entende que, depois disto, “as coisas estão melhores”.

Na Assembleia Municipal onde anunciou a sua desvinculação do projeto socialista, António Lopes afirmou-se como primeiro opositor à política de favorecimento por via da admissão de pessoal na autarquia e apontou o dedo ao novo modelo do boletim municipal, apresentado aos oliveirenses em formato de jornal. “No tempo do anterior executivo folheávamos a revista municipal e dois terços do conteúdo eram fotografias de obras e de máquinas. Neste jornal desaparecem as máquinas, mas aparecem as caras que eu acho que é ainda menos positivo, para não dizer reprovável”, comentou esta manhã António Lopes, notando ter sido esta uma matéria que “limou” com o presidente da Câmara ,com este último a “confessar” que também não é o formato que defende. “Chegámos ao consenso de que esta matéria vai ser revista. Vai continuar a ser publicado”, continuou o presidente da Assembleia Municipal que “numa segunda análise e raciocinando a frio” admite exageros nas considerações que fez a propósito da admissão de “quatro ou cinco pessoas ligadas ao PS” no seio da autarquia, atendendo a “que temos mais de uma centena de pessoas entre estágios e POCs”. “Damos este assunto como encerrado”, disse a propósito António Lopes.

“Mas o presidente da Assembleia participar na gestão municipal não é um favor, é um dever que tem. É assim que eu entendo e assim está na lei”

A recuar na intenção de se afastar do PS no seio do qual reOLYMPUS DIGITAL CAMERAafirma a sua condição de independente – “temos dever de respeitar a bandeira com que fomos eleitos – António Lopes justifica o “abanão” que deu no seio da estrutura camarária com as responsabilidades que uma maioria absoluta lhe atribui. “Com a eleição maioritária entendi que a Assembleia tinha responsabilidade acrescida e é meu desejo que a Assembleia faça algo mais do que foi feito no passado”, revelou, contando que aquele propósito não terá sido bem interpretado pelo presidente da Câmara que “terá pensado que haveria uma vontade do presidente da Assembleia em interferir para além daquilo que são os limites consagrados em lei no domínio da gestão municipal”. “Mas o presidente da Assembleia participar na gestão municipal não é um favor, é um dever que tem. É assim que eu entendo e assim está na lei”, esclarece António Lopes que, por esta altura admite ter estado “menos bem” na forma como solicitou junto dos serviços da Câmara informação “sobre eventos”. “O presidente da Câmara considerou isso como desconfiança”, explica António Lopes que, uma vez sanado o diferendo com José Carlos Alexandrino, não deixa cair por terra a sua intenção de ter um papel mais interventivo no âmbito das funções da Assembleia Municipal que até aqui e como acontece em várias concelhos do país regista “elevado défice democrático ano nível da discussão e trabalho”.

Na opinião de Lopes, a Assembleia Municipal não se deve resumir aos “trabalhos mínimos, cumprindo as cinco assembleias que a lei manda e uma ou duas extraordinárias”. “Entendia e continuo a entender que não vem mal nenhum ao mundo que a Assembleia Municipal assuma as suas responsabilidades e dê o seu contributo para a boa gestão do município”, considera António Lopes, dando o exemplo do que acontece em vários municípios, onde as Assembleias estão organizadas em grupos e comissões de trabalho. “A Assembleia Municipal para ser fiel ao seu mandato, deve ter uma posição mais interventiva no sentido de se preocupar com os problemas e de ajudar a uma boa governação”, considerou.

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