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Câmara Municipal de Oliveira do Hospital cobra dois mil euros de água a casa desabitada na aldeia de Andorinha

António Lopes vai propor recomendação para que a Câmara Municipal de Oliveira do Hospital reduza 20 por cento na factura de água e saneamento das famílias

Depois de algumas contas feitas, o eleito António Lopes chegou à conclusão que autarquia de Oliveira do Hospital está em condições de baixar a factura da água e saneamento que mensalmente apresenta aos munícipes em, pelo menos, 20 por cento. O deputado vai levar o assunto à Assembleia Municipal da próxima sexta-feira no sentido de ser aprovada uma recomendação no sentido de baixar em pelo menos 20 por cento os actuais preços. Segundo as contas de António Lopes, a autarquia está neste momento a ganhar cerca de 250 mil euros por ano com estes serviços.

António Lopes entende que a água não pode ser um custo, nem uma receita para a autarquia, defendendo que os munícipes devem pagar o preço de custo a que fica à autarquia o fornecimento da água, o tratamento do saneamento básico e a recolha do lixo. “Em meu entender e até que me demonstrem o contrário, há todas as condições para haver uma redução de 20 por cento nas tarifas e a devolução em crédito na facturação futura do desconto retroactivo que a Câmara vai receber e que ronda o milhão e quatrocentos mil euros [o acordo estabelecido com as Águas do Zêzere e Côa permitiram baixar o metro cúbico do saneamento de 76 para 54 cêntimos, com efeitos retroactivos a 2010]”, conta António Lopes, sublinhando que em seu entender a autarquia já deveria ter tomado a iniciativa de fazer esta correcção há muito tempo. Só este acordo, explica António Lopes, permite à autarquia reduzir no custo da factura em 160 mil euros ano.

O homem que foi eleito para presidir à Assembleia Municipal acentua ainda a defesa desta correcção com o acordo nacional de racionalização de preços que permitiu às autarquias deixarem de pagar o caudal de águas pluviais que antes, em dia de muita chuva, era pago pela capacidade máxima das ETAR’S e agora passou a ser cobrado pelo valor de 70 por cento da água comprada.“No caso de Oliveira do Hospital anda em cerca de um milhão e cem mil metros cúbicos por ano. Com este acordo o esgoto pago passou a ser de cerca de 800 mil metros cúbicos”, defende, frisando que a uniformização dos preços da água proposto pelo actual Governo que aumenta os preços nos grandes aglomerados, permitindo uma redução nos municípios menos populosos, especialmente os do interior.

Estes novos elementos vieram confirmar a convicção de António Lopes de que o negócio da água estar a permitir um lucro próximo dos 250 mil euros à autarquia. “Desde a primeira hora que denunciámos isso. Aliás um aumento de 67 por cento de uma só vez num momento de crise, só mesmo quem não tem sensibilidade para as dificuldades que as famílias vivem”, explica, sublinhando que é “ainda mais escandaloso quando a principal rubrica do orçamento da Câmara é para cultura, desporto e tempos livres (leia-se festas e bola) num valor superior a 1,2 milhões de euros”, remata.

Quadro com as contas

água

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