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Apagão analógico já dá sinais em Oliveira do Hospital e administrador da ANACOM adia vinda ao concelho

 

… cumpra compromisso de se deslocar ao concelho com o objetivo de solucionar o problema das designadas zonas sombra.

“Às escuras”. É desta forma que, um pouco por todo o concelho têm ficado as televisões dos oliveirenses moradores nas designadas zonas sombra, onde a receção do sinal digital via descodificador TDT é reduzida ou mesmo inexistente.

O apagão que tem vindo a acontecer de modo parcial – o corte de emissão não abrange a totalidade dos canais – e total, já foi sentido por moradores das designadas freguesias de vale. E são exatamente estas freguesias que, numa fase de contagem decrescente para o apagão definitivo, travam uma batalha para a resolução do problema de deficiente receção do sinal digital e que não é ultrapassável com o aparelho descodificador de sinal, obrigando as populações a custos adicionais por via da aquisição de kits satélite ou subscrição de televisão paga.

Um assunto que na manhã de hoje deveria estar em análise na Câmara Municipal de Oliveira do Hospital, onde era esperada a presença do administrador da ANACOM, Eduardo Cardadeiro. Um encontro que não chegou a ter efeito prático por motivo de adiamento, pela segunda vez, por parte daquela estrutura.

“A reunião foi adiada para terça-feira”, afirmou o vice-presidente da Câmara Municipal de Oliveira do Hospital ao correiodabeiraserra.com, lamentando a demora na resolução de um problema que já afeta “muitos oliveirenses”. “Moradores de Avô já vieram ter comigo a queixarem-se do apagão que já afeta uma parte da freguesia”, contou José Francisco Rolo, notando tratar-se de uma realidade que já vai acontecendo em outros pontos do concelho.

O responsável confessa-se contudo mais preocupado com as freguesias de vale – Alvôco de Várzeas, Avô, S. Sebastião da Feira e Penalva de Alva – onde praticamente não chega o sinal da Televisão Digital Terrestre. “É um problema que se repercute um pouco por todo o concelho”, nota, aludindo aos casos em que a cobertura TDT existe, mas não é total.

“Partimos do princípio de que a vinda não será para fazer diplomacia…”

Numa altura em que se começam a sentir efeitos do apagão analógico, Rolo revela-se confiante na reunião reagendada para terça-feira com Eduardo Cardadeiro. “Partimos do princípio de que a vinda não será para fazer diplomacia, mas para nos centrarmos nas freguesias com taxas de cobertura reduzidíssimas e para se encontrarem soluções, para que as pessoas possam ter acesso a um serviço público de televisão a custos decentes”, refere o vice-presidente da autarquia oliveirense que tem estado ao lado dos presidentes de Junta na tentativa de resolução do problema que afeta cerca de seis mil oliveirenses.

José Francisco Rolo lembra que a ANACOM e a PT devem dar cumprimento a uma resolução que emanou da Assembleia da República e que, entre outros aspetos, obriga a que seja garantida cobertura da Televisão Digital Terrestre a toda a população sem obrigação de custos adicionais.

“A Câmara Municipal tudo fará para minorar o impacto do apagão em Oliveira do Hospital, mas a PT terá que assumir responsabilidade na prestação de um serviço que conseguiu por via de concurso público”, continua o responsável que garante “estar por demais demonstrado que há tecnologia capaz de resolver o problema nas zonas sombra”.

De acordo com José Francisco Rolo, “é preciso perceber quais as melhores soluções técnicas que poderão ser implementadas” e dá o exemplo concreto das localidades afetas à Rede das Aldeias do Xisto, para onde a ANACOM e PT terão que encontrar a solução adequada à especificidade de cada espaço, não desvirtuando a paisagem e assegurando a cobertura TDT.


A luta para a resolução da deficiente receção do sinal analógico não se esgota em Oliveira do Hospital. Em causa está uma matéria que também une os 14 municípios da CIMPIN que já agendaram reunião, para tratar esta questão que se tem vindo a arrastar nos últimos meses. Um assunto que até já levou o presidente da Câmara Municipal de Pampilhosa da Serra a ameaçar a PT com processo judicial.

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