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Arganil atribui medalha de ouro do concelho a Ana Abrunhosa, mas MAAVIM diz que ela “nem de lata merecia”

A Assembleia Municipal de Arganil aprovou hoje na segunda votação, por maioria (25 votos a favor, 3 votos contra e 4 brancos) a atribuição da Medalha de Ouro do Concelho à actual Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, pelo seu desempenho, enquanto presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR), na recuperação do concelho após os incêndios de 2017. Esta atribuição, contudo, teve de ser votada duas vezes, dado que na primeira votação obteve apenas 23 votos que não correspondiam aos 2/3 exigidos em Assembleia Municipal para ser aprovadas. A entrega será realizada na próxima segunda-feira, 7 de Setembro, data em que se comemora o Feriado Municipal, com a governanta a presidir à sessão solene.

“É pelo papel determinante e entrega pessoal durante o processo de recuperação dos incêndios de 2017, enquanto presidente da CCDR”, justifica Luís Paulo Costa. O autarca explica, em comunicado, que o Município propôs atribuição desta Medalha de Ouro – assim como outras – à Assembleia Municipal de hoje porque (…) “não foi possível a deliberação por unanimidade de todos os membros da Câmara Municipal, uma vez que um dos vereadores abandonou a reunião de câmara, deixando de participar nos trabalhos”, pelo que a proposta terá que ser deliberada pela Assembleia Municipal através de voto secreto.

“Na recuperação dos incêndios nem uma medalha de lata merecia”

O  Movimento Associativo Apoio Vítimas Incêndio Midões (MAAVIM) é não concorda com esta distinção pelo trabalho que Ana Abrunhosa desempenhou na recuperação da região e, em particular, no concelho de Arganil, dos incêndios de 2017. “Neste aspecto nem uma medalha de lata merecia das gentes de Arganil”, refere o porta-voz daquele movimento, adiantando que há muito por fazer e que o trabalho de Ana Abrunhosa deixou muito a desejar.

“Ela dizia que estava feito tudo o que podia ser feito e aprovado em 2018 e que não podia passar por cima da lei. Isto quando havia e ainda há gente desesperada a viver em péssimas condições. Tanto que era assim que após insistência da MAAVIM na Assembleia da República e através do Ministério Público ainda foram aprovadas mais cerca de 30 processos no concelho de Arganil e uma centena na região afectada pelos incêndios”, frisa Nuno Tavares Pereira. “Ainda hoje existem habitações por acabar, quando publicamente dizia às populações que iriam passar o Natal de 2018 nas suas novas casas”, sublinha. “Uma autarquia que aprova uma medalha, quando ficaram dezenas de pessoas abandonadas no seu território, só pode estar a compactuar e concordar com a mesma…”.

Este responsável da MAAVIM adianta ainda que nunca viu esta ministra inaugurar as segundas habitações “que disse que as autarquias iriam apoiar…”. “E a região, em especial a serra do Açor, estão completamente destruídas, cheias de ruínas após 2017… E onde está o plano urgente para revitalizar a região afectada?? Nunca chegou mais nada a não ser intenções”, continua, salientando que a MAAVIM vai continuar a lutar pelos lesados dos incêndios. “O mais importante agora é defender as famílias que ainda hoje têm os seus processos chumbados e continuam sem direito à casa que perderam”, conclui.

Ana Abrunhosa tem coleccionado medalhas por vários concelhos, apesar dos seus críticos entenderem que ela, enquanto responsável na CCDR por decidir subsídios para os vários concelhos, não deveria aceitar. Ainda assim, foi homenageada, por exemplo, em Poiares, Tondela, Mortágua, Tábua e Oliveira do Hospital.

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