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“As ameaças e as mentiras não me demovem do meu objetivo de ganhar as eleições no dia 29 de setembro” (Com vídeos)

Cristina Oliveira inaugurou, ao final da tarde de sexta feira, a sede da sua candidatura à Câmara de Oliveira do Hospital. O rosto do PSD garante que veio “para ficar” e avisa que não se deixa demover por “ameaças e mentiras” da candidatura adversária.

OLYMPUS DIGITAL CAMERAUltrapassados os processos que “foram maus de mais” no que à constituição das listas candidatas às freguesias diz respeito – 13 num conjunto de 16 – a candidata do PSD à Câmara Municipal de Oliveira do Hospital revelou-se na última sexta feira a postos para uma luta eleitoral que promete ser dura. Pelo menos nas palavras.

A assumir a responsabilidade de ir a votos para vencer as eleições autárquicas de 29 de setembro e com isso devolver os destinos da Câmara ao PSD, Cristina Oliveira não poupou nas críticas que fez à governação socialista e em particular ao recandidato pelo PS à presidência da Câmara.

Um posicionamento que em nada destoou do que vem sendo manifestado pelo presidente da CPS do PSD que a anteceder a candidata na intervenção repudiou a atuação dos socialistas na constituição das listas às freguesias que, como referiu, chegaram a “propor dinheiro” a candidatados pelo PSD com o objetivo de recuarem naquele propósito. “Desta vez tudo valeu e tudo foi tentado pelo nosso adversário para que não conseguíssemos fazer listas”, lamentou António Duarte.

Mas foi sobretudo no nome de José Carlos Alexandrino, principal adversário à Câmara de Oliveira que o rosto do PSD se centrou. Em concreto, Cristina Oliveira desprezou o tratamento que Alexandrino dá aos filhos da terra que por motivos académicos rumaram a Coimbra. Em causa está a expressão “essas pessoas não são bem vindas a Oliveira do Hospital”, que, no imediato leva a candidata a desafiar o ainda presidente de Câmara a dizer isso às famílias com filhos naquela condição incluindo a sua. “Se é homem de coragem, que diga à minha mãe que tem 78 anos que a sua filha não é bem vinda a casa, desafiou a social democrata que fez questão de avisar Alexandrino de que veio para ficar” e que “não arreda pé daqui”.

“A minha candidatura não é um frete”, continuou a candidata pelo PSD, informando ainda o seu adversário nas eleições que não se deixa demover por “ameaças e mentiras” naquele que é o seu objetivo de vencer as eleições. “Não tenho medo, por mais que tentem amedrontar-me”, continuou a candidata que, do mesmo modo criticou as opções feitas pelo executivo socialista, avisando que mal assuma os destinos da câmara um dos primeiros trabalhos a realizar é a racionalização dos gastos do município. Defensora da transparência da gestão dos dinheiros públicos, Cristina Oliveira apontou o dedo às avenças e contratos de prestação de serviços. Ao mesmo tempo, colocou em causa programas como do incentivo à natalidade, duvidando da sua capacidade para atrair mais famílias. Na opinião do candidato o caminho a seguir é da fixação de empresas e criação de emprego

“Vejam a miserável Zona Industrial”, alertou, visando também o pólo da cordinha que continua um “deserto total depois de tantas promessas, com um barracão e sem mais nada”. “Temos condições para reorganizar o nosso tecido produtivo”, afirmou, destacando a importância de “sair do país e procurar investidores no estrangeiro”.

“A desculpa de que não houve dinheiro, não aceitamos”

OLYMPUS DIGITAL CAMERACriticando ainda atuação da Câmara na área do turismo e a falta de obra física no concelho, Cristina Oliveira não tem dúvidas de que Alexandrino foi surpreendido quando, em 2009, ganhou as eleições. “Ele não contava ganhar as eleições. Não atraiu empresas, não criou postos de trabalho, não soube negociar para resolver problemas, atirando para tribunais e culpando os outros da sua própria responsabilidade”, elencou a candidata que, em face de um adversário que não soube cumprir um programa eleitoral, não tem dúvidas de que está à frente uma candidatura “ alternativa ao poder”. “A desculpa de que não houve dinheiro, não aceitamos”, continuou Cristina Oliveira, notando que afinal “foram gastos 100 mil Euros em seis concertos”.

Com o processo de agregação de escolas a figurar como um dos temas que mais opõe Cristina Oliveira ao candidato socialista, a social democrata desafiou o ainda presidente de Câmara a vir a “debate para que essas questões possam ser esclarecidas”, porque afinal “as escolas continuam abertas e ninguém foi deslocado”. Oliveira lembrou o processo em que propôs ao executivo a agregação em dois mega agrupamentos, mas que não colheu o aval do município. “Este executivo andou a mentir às pessoas para me destruir”, acusa agora Cristina Oliveira, avisando o povo de Oliveira que “os únicos” postos de trabalho extintos foram da responsabilidade do executivo “ao encerrar as escolas de Santa Ovaia e Galizes” devido à abertura do Centro Escolar de Nogueira do Cravo. “Afinal quem manda pessoas para o desemprego é José Carlos Alexandrino”, insistiu a candidata que no que à defesa da ESTGOH diz respeito entende que Alexandrino mais não fez do que “trabalhar para a imagem”, porque “se a escola continua a aberta deve-se aos deputados do PSD que em 2011 impediram o seu encerramento”. “E ainda continuamos à espera das novas instalações”, registou.


Cristina Oliveira entra assim na luta eleitoral de 29 de setembro à frente da candidatura social democrata que também concorre a 13 juntas de freguesia – Meruge é a grande novidade – e que conta com Luís Correia como candidato à Assembleia Municipal. “Terei a mesma postura que tive em toda a minha vida guiado pelos valores do trabalho, respeito. Destes valores não abdico”, referiu o candidato que garantiu tudo fazer para que “a Assembleia Municipal seja uma verdadeira representação de todo o concelho e onde a voz do povo oliveirense esteja em primeiro lugar”.

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