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As barreiras nesta sociedade que me rodeia. Autor: André Feiteira.

O mais consciente dos mortais é aquele que, pelo menos no meu entender, espontâneamente, uma vez por semana, no mínimo, se interroga sobre o estado dos acontecimentos e sentimentos que o circundam. Creio, melhor, tenho a certeza, que, infelizmente, nos dias que correm, poucos o fazem.

Não sendo um mestre da arte de viver, nem querendo ser um profeta das vidas alheias, compete-me, porque sinto esse dever moral, de escrever sobre os preconceitos, limitações e barreiras que vislumbro diariamente nesta sociedade que me rodeia.
A vida, contrariamente ao que muitos possam julgar, não é um conceito matemático. De que serviria o amor, a liberdade e até mesmo a loucura, se estivéssemos sujeitos a regras? De que serve ter o maior castelo do mundo se não temos a liberdade para nos ausentarmos dele? De que serve vivermos apaixonados se não temos a coragem para viver esse amor? E de que serve termos em nós todos os sonhos do mundo se não temos o pedaço de loucura necessária para podermos realizar parte deles?
Como a maioria de vós, não faço parte de nenhum centro especializado em sociologia, mas, será necessário? Não querendo ter uma visão pessimista da vida actual do ser humano, posso, sem qualquer tipo de receio, afirmar, que parecemos caminhar lentamente  para o abismo. A sociedade globalizada, faz de nós, nem mais nem menos, que meras personagens figurativas que nunca chegam a entrar em cena. Foram-nos fazendo acreditar que se vive sem sensações, que é possível substituir o digital pelo presencial, e nós, tontos, lá fomos acreditando. Observo mesas de cafés, restaurantes e até mesmo salas de cinema, iluminadas pela luz de telemóveis, mas não deveria ser a luz humana, o contacto, as sensações, o desejo e todos os seus derivados a iluminar o mundo? A luz vem de nós, não dos objectos, no máximo das estrelas, e haverá algo mais bonito, mais profundo, do que ouvir alguém dizer que o universo foi feito só para ser visto pelos teus olhos?
Por vezes, até nos esquecemos o quão raro e belo é realmente apenas existirmos…
Não sei se existem crentes na vida eterna, e também não sei se o vosso conceito de felicidade deriva dessas luzes informáticas, mas, algo que sei, é que não se compra tempo, aproveitem o vosso, com luzes reais!

Autor: André Feiteira 

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