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“As políticas públicas devem ajudar a aumentar competitividade das empresas do interior”

Presidente do PSD visitou Tábua, Oliveira do Hospital e reuniu com empresários da região

O Presidente do PSD prometeu em Tábua que os sociais-democratas estão empenhados em desenvolver políticas para ajudar as empresas do interior do país a aumentarem a sua competitividade, criarem valor, gerarem riqueza e ajudarem ao desenvolvimento da economia”. Luís Montenegro, que falava para vários empresários durante um almoço em Tábua, incluído no programa “Sentir Portugal em…”, acredita que uma discriminação positiva dos territórios de baixa densidade é também a fórmula para “contrariar êxodo de pessoas que tem marcado os últimos anos e o consequente encerramento de vários serviços”.

“Para combater esse problema, entre outros aspectos, há acessibilidades que importa concretizar como o IC6 ou a transformação do IP3 em auto-estrada”, vincou, ele que escutou o lamento de muitos empresários sobre as promessas dos políticos e a ausência de execução dos projectos. Montenegro reconheceu que as queixas tinham razão de ser pelo menos no que respeita àquelas duas vias. “São processos que têm tantos anos. Diria que já têm barbas. Depois há políticos e autarcas com considerações fantásticas prometendo em vésperas de eleições não ser candidatos ou demitirem-se de funções. Mas os mandatos vão prosseguindo como se nada fosse”, referiu numa alusão ao ex-presidente da Câmara de Oliveira do Hospital e hoje deputado socialista José Carlos Alexandrino. “Isto defrauda as expectativas e afasta as pessoas da política”, atirou.

“É com sentido pragmático que têm de ser criadas as políticas públicas do ponto de vista fiscal e laboral”

“Não vou fazer promessas. Não é essa a minha função hoje. Mas venho conhecer. Tirar os meus apontamentos. Registar que o Partido Socialista há sete anos no poder não cumpriu nenhuma promessa das acessibilidades mais relevantes da região. O meu objectivo é registar o que são as necessidades mais prementes para num futuro programa eleitoral assumir compromissos e cumprir”, frisou, antes de explicar que já tem algumas ideias para combater a desertificação do interior do país. “As medidas passam por ter uma política fiscal muito mais atractiva. Tem de existir uma descriminação positiva em matéria de impostos, quer sobre as pessoas. quer sobre as empresas, bem como a criação de incentivos à qualificação e ao investimento”.

“As empresas têm de ser chamadas a aproveitar o potencial natural e humano que há nesta região. Para isso, quase que têm de ser conduzidas a vir para cá, tornando muito mais atractivo investir aqui do que nos grandes centros”, continuou Luís Montenegro, reconhecendo que as políticas públicas “não têm sido suficientemente agressivas para criar esse índice de atractividade”. “E tenho verificado que se têm perdido algumas oportunidades, seja por excesso de burocracia, seja porque se demora muito tempo a tomar decisões. Temos de ser realistas. Um investidor que tenha dinheiro, das duas uma. Ou é de cá e tem o apego mais emocional ou então investe onde o processo é mais célere e lucrativo. É com sentido pragmático que têm de ser criadas as políticas publicas do ponto de vista fiscal e laboral”, disse, reconhecendo que as promessas não cumpridas por parte dos políticos são um factor de afastamento quando o que se pede é proximidade.

“…é necessário “remover os obstáculos que actualmente se colocam à natalidade”

Luís Montenegro fez questão ainda de salientar que o trabalho que está a desenvolver com estas visitas pelos vários distritos do país têm por objectivo sentir as reais necessidades dos residentes, trabalhadores e empresários. “Os problemas variam de região para região e este périplo serve para aferir aquilo que as políticas públicas podem suprir. O PSD agora está na oposição. Está a escrutinar o Governo, mas quer governar Portugal e para isso é preciso conhecer, contactar e ter um registo de proximidade”, conta, salientando que uma das suas preocupações se prende com a desertificação. E frisa que para superar esse problema é necessário “remover os obstáculos que actualmente se colocam à natalidade”.

“Temos vindo a apresentar propostas. O nosso projecto de revisão constitucional, por exemplo, prevê o acesso universal e gratuito às creches. Queremos medidas para conciliar a vida profissional com a vida familiar”, referiu, respondendo aos empresários que se queixam de falta de mão de obra que o PSD tem um programa de imigração que permitirá a entrada devidamente regularizada de mão de obra no país. “E aqui ficou claro que os empresários estão com falta de mão de obra e só conseguem preencher essas lacunas com a contratação de pessoas provenientes de outros países”, concluiu, antes de efectuar uma visita ao Centro de Saúde de Oliveira do Hospital.

Quanto à área da saúde, o líder social-democrata traçou um diagnóstico “dramático”. Considerou que o Centro de Saúde de Oliveira do Hospital “está longe de responder às necessidades da população”. Considerou que “as instalações estão a ficar inadequadas ao cumprimento de missão do Centro de Saúde” e destacou a falta de recursos humanos, bem como “o efeito negativo” que o encerramento do SAP tem na comunidade. Luís Montenegro afiançou “com certeza absoluta” que “é possível fazer diferente” com “uma política de saúde transversal em todo o país”.

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