Home - Destaques - Autarca de Oliveira do Hospital admite “mobilização popular” em defesa da ESTGOH

Autarca de Oliveira do Hospital admite “mobilização popular” em defesa da ESTGOH

José Carlos Alexandrino admitiu na última reunião da Assembleia Municipal incitar à mobilização popular como forma de defender a continuidade da ESTGOH. Ao mesmo tempo, o autarca desafia a CIM da região de Coimbra a defender a Escola junto da Secretaria de Estado do Ensino Superior.

A assumir o processo em torno da Escola Superior de Tecnologia e Gestão de Oliveira do Hospital como “dos mais dolorosos” da sua “carreira política”, o presidente da autarquia oliveirense admitiu no último sábado poder vir a endurecer a luta em defesa daquele estabelecimento de ensino superior afeto ao Instituto Politécnico de Coimbra.

“Se for necessário teremos que vir para a rua em defesa da Escola. Até agora temos lutado, mas não tem sido suficiente”, afirmou José Carlos Alexandrino que, em reunião da Assembleia Municipal, se mostrou descrente no relacionamento cordial que tem vindo a manter com o presidente do Instituto Politécnico de Coimbra.

“Na minha opinião, isto já lá não vai com bons modos, mas antes pela força e capacidade política de sermos capazes de arranjar parceiros no governo”, comentou o autarca oliveirense que, atendendo ao encerramento de cursos e consequente esvaziamento da escola, entende que a defesa da escola deve ser feita a um nível superior. “A CIM tem que reconhecer que esta escola nos é necessária”, considera José Carlos Alexandrino, na opinião de quem “a CIM tem que liderar o processo de defesa da ESTGOH ao nível da Secretaria de Estado do Ensino Superior”.

“Sinto-me roubado como presidente do município”, confessa o autarca oliveirense que, na linha da frente na defesa da escola admite apelar à mobilização popular para que a uma só voz, o território consiga fazer valer a reivindicação de continuidade da ESTGOH.

“O presidente da ESTGOH tem mantido um silêncio inexplicável, incompreensível e intolerável”

José Carlos Alexandrino falava assim a propósito de uma moção que o único deputado do CDS-PP conseguiu que obtivesse luz verde no seio da Assembleia Municipal e através da qual repudia a “atitude displicente do presidente da ESTGOH” pelo “silêncio” que tem mantido neste processo e que classifica de “inexplicável, incompreensível e intolerável”. “Não se lhe conhece uma palavra em defesa da escola, da sua viabilidade, crescimento e afirmação”, referiu Luís Lagos que, através da moção exige ao presidente da ESTGOH “uma atitude empenhada, visível e dedicada”, bem como aos restantes professores que devem ter “atitudes pro- ativas em defesa da escola”.

Pelo teor da moção, a votação resumiu-se a 16 votos favoráveis e 15 abstenções. O próprio presidente da Câmara Municipal saiu em defesa de Carlos Veiga que tem tentado “fazer um caminho de negociação e de estratégia”. “Vejo-o muitas vezes angustiado”, referiu José Carlos Alexandrino, entendendo que o problema maior reside nos professores que “enfraqueceram”a escola ao pedirem transferência para escolas de Coimbra. “Houve uma traição”, registou o autarca, apontando, do mesmo modo, o dedo ao então presidente do ISEC e atual vice-presidente do IPC, Nuno Ferreira, que declaradamente terá dito a Alexandrino que “a escola não deveria existir”. “Se não fosse a nossa postura determinada, hoje em Oliveira do Hospital não havia escola”, entende José Carlos Alexandrino que apesar de consciente de, até aqui ter conseguido adiar alguns ataques à escola, entende que o que foi feito ainda não foi suficiente porque “nos roubaram cursos de forma vergonhosa. “A intenção do IPC é de fecho da escola e não vale a pena nos enganarmos”, refere o autarca que garante não lhe pesar a consciência por, em conjunto com Luís Lagos e Maria José Falcão de Brito (CDS-PP) ter conseguido chegar à fala com governantes e minimizar os efeitos.

Em defesa do presidente da ESTGOH saiu também o socialista Carlos Maia que rejeitou a tentativa de “crucificar o presidente que entrou há pouco tempo nos destinos da ESTGOH”.

Contra a moção revelou-se o deputado do PSD Luís Correia por condenar a forma como o presidente da Câmara Municipal tem conduzido este processo. “Quando queremos alguma coisa não podemos hostilizar as pessoas”, referiu o social democrata entrando assim em desacordo com o deputado do CDS-PP que na hora de apresentação da moção disse que “o papel do presidente da Câmara tem sido brilhante, competente e honesto e que visa, sem partidarismos bacocos, a defesa da escola”.

anuncioseixo

LEIA TAMBÉM

Acidente IP3

Circulação no IP3, em Tondela, continua condicionada

A circulação no Itinerário Principal (IP) 3, que hoje esteve cortada na zona de Tondela …

Autarcas Filipe Camelo e Paulo Pina distinguidos com prémios “Viriatos” do “Oh Meu Deus”

A organização da prova de resistência extrema Oh meu Deus que decorreu, este fim-de-semana, pela …