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Autarcas da CIM Coimbra acusam PRR de apostar em investimentos nas áreas metropolitanas, esquecendo o resto do país

O Conselho Intermunicipal da CIM Região de Coimbra manifestou-se hoje descontente pelo facto do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) não prever um conjunto de investimentos que consideram estratégicos e prioritários para a competitividade e desenvolvimento da região. Numa análise feita ao PRR, os autarcas da CIM consideram que o documento está completamente focado nas áreas metropolitanas e ilhas, tendo em falta um conjunto de investimentos que consideram estratégicos e prioritários para a competitividade e desenvolvimento da região. Falam em investimentos no domínio da saúde, da área digital e da rede viária, nomeadamente a construção da nova Maternidade, o MetroBus e a sua expansão a municípios limítrofes, bem como o Porto da Figueira da Foz.

“O PRR é um instrumento muito focado em investimentos nas áreas metropolitanas esquecendo, quase por completo, o resto do país no que toca a investimentos. Por exemplo, a verba para o combate à pobreza é apenas para as áreas metropolitanas quando praticamente em todas as regiões do país também há necessidade de combater a pobreza e é necessário criar respostas para essa problemática”, referem, sem esquecer que “a modernização da administração pública é circunscrita à administração central, não permitindo o acesso à administração local”. “Os municípios são praticamente esquecidos e desprezados ao longo do documento, quando deveriam ser ouvidos e ser parceiros na execução, bem como as Comunidades Intermunicipais”.

Realçando que é de louvar o investimento feito nas empresas nomeadamente através das agendas mobilizadoras, os autarcas consideram que deveria haver mais medidas adequadas às PMEs que representam 99 por cento do tecido empresarial da Região de Coimbra. “Este PRR não dá respostas claras e nunca atingirá os seus objetivos plenos se não contar com os Municípios, as CIM e com as Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR), para que sejam dadas condições e oportunidade à região de garantir mais coesão territorial”, realçam os autarcas, destacando que este modelo de governação é extremamente centralizado.

A CIM Região de Coimbra “defende uma alteração profunda do modelo de governança e a existência de territorialização do plano, por forma a permitir que o território dê o seu contributo e participe na execução deste programa” e garante que irá enviar esta tomada de posição ao Governo, à CCDR Centro e à Associação Nacional de Municípios Portugueses.

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